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Correio da Manhã

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Coates subiu mais alto que a defesa do Moreirense e deu vitória ao Sporting

Não é um pássaro, nem sequer um avião. É o uruguaio a resolver nas alturas. Três golos em dois jogos e total de 26 de leão ao peito.
Sérgio Pereira Cardoso 24 de Outubro de 2021 às 01:30
Coates
Coates
É um pássaro? É um avião? Não, é Coates nas alturas a salvar o dia mais uma vez. Em dia de assembleia por causa das contas, o central uruguaio voltou a deixar tudo no verde com um golo a dar a vitória rumo ao provisório topo da classificação da Liga. O capitão leonino soma em cantos - três golos em dois jogos seguidos.

Num sábado bem cheio no reino de Alvalade, mesmo antes do apito inicial já ‘El Patrón’ era destacado, ao ser homenageado no âmbito dos 250 jogos de leão ao peito, atingidos há pouco tempo, em Arouca. Aplausos para o capitão, que os voltaria a merecer durante a partida.

Diga-se, porém, que até entrou melhor em campo o Moreirense, principalmente pela ação dos dois alas - de qualidade - Abdu Conté e Rodrigo Conceição. O filho do treinador do FC Porto falhou o remate aos 5’ e o companheiro do lado esquerdo, que até teve formação no Sporting, deu um golo cantado a Rafael Martins. O remate do avançado sai forte, mas acerta em Adán, que não deixa de ter mérito ao evitar o 0-1.

Não foi 0-1, foi 1-0. E a solução teve ingredientes conhecidos. Tal como na Turquia, canto para o Sporting e golo de Coates, a ganhar nas alturas e a atirar para o terceiro tento nos últimos dois encontros - 26 no total desde que está em Alvalade.

O jogo entrou numa toada menos interessante, polvilhado aqui e ali pela magia no pé esquerdo de Bragança, que, aos 42’, cria uma jogada que acaba nos pés de Paulinho - e isso foi sempre má notícia na partida deste sábado, tantos os falhanços do avançado português.

O 21 leonino terminou a primeira parte a mandar a bola para a bancada e começou a segunda a desperdiçar mais duas oportunidades de ouro. O Moreirense mostrava-se incómodo, e ameaçou aos 57’ e 67’. Rúben Amorim foi buscar Matheus Nunes, suplente, para o lugar de Sarabia, autor da assistência do 1-0, a terceira do espanhol nesta temporada.

Os homens da casa conseguiram o objetivo de reter mais a bola, contudo, nunca acabaram com a discussão do resultado, apesar de mais dois remates perigosos de Palhinha (73’) e Nuno Santos (74’). Ora, mesmo a terminar, um susto na área dos leões e teve de ser o capitão, depois de resolver como ‘ponta de lança’, a bloquear os minhotos. Vitória do Sporting em dia de contas, cantos e... Coates.

POSITIVO E NEGATIVO
Laboratório tem um patrão
Sebastián Coates tem números impressionantes, desde logo os 26 tentos do central uruguaio ao serviço dos leões. Fundamental nas bolas paradas do Sporting, que já significam quase metade dos golos nesta temporada - 11 em 25.

Perdoar e ser perdoado
Paulinho falhou uma mão-cheia de oportunidades no encontro de ontem. A certa altura, deu a ideia de que o avançado já nem olhava com confiança para a baliza. Perdoou no remate, mas acabou perdoado pelo público, que o aplaudiu na substituição.

ARBITRAGEM
Jogo sem problemas
Rodrigo Conceição reclama um penálti de Palhinha, mas parece não haver qualquer falta no lance. Aliás, arbitragem sem problemas de maior de Vítor Ferreira, que teve o mérito de deixar jogar em certas faltas, não beneficiando os infratores.

Mais uma vez... a cabeça do patrão
Adán – Imponente e seguro, travou o lance mais perigoso do Moreirense, que podia ter mudado o rumo do jogo.
Gonçalo Inácio – Muito tranquilo a proteger a baliza, mas sem muito brilho. Fez o que lhe pediram para fazer.
Matheus Reis – Apesar de ter cumprido a missão, não esteve ao seu melhor nível.
Porro – Rápido e sempre com muita energia, fez um passe de morte que Paulinho falhou à frente da baliza.
Palhinha – Fez uma boa parceria com Porro, esteve bem a recuperar bolas e a distribuir jogo na frente.
Coates - Gigante nas alturas, o capitão dos leões marcou mais um grande golo de cabeça que resolveu o jogo. Esteve sempre muito firme na defesa e foi um verdadeiro patrão da equipa.
Daniel Bragança – Passes certos nos momentos ideais, com pormenores de luxo que o diferenciam dos outros jogadores da equipa. Foi uma peça-chave.
Nuno Santos – Mostrou qualidade nos cruzamentos, mas nem sempre conseguiu meter a bola nos locais certos. Lançou uma ‘bomba’ de longe mas não acertou no alvo.
Sarabia – Fez um grande passe para Paulinho e marcou o canto para Coates concretizar de cabeça. Importante nos momentos decisivos.
Pedro Gonçalves – Boas arrancadas, mas ainda está a procurar o regresso aos golos.
Paulinho – Teve cinco golos nos pés, mas falhou os cinco, quase todos à frente da baliza. Eficácia não é com ele.
Matheus Nunes – Entrou bem e acelerou os movimentos ofensivos.
Tiago Tomás – Bons movimentos, mas sem finalização.
Ricardo Esgaio – Refrescou.
Ugarte – Sem registo.
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