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Correio da Manhã

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Congressista questiona legitimidade no caso de Armstrong

Um congressista norte-americano admitiu esta sexta-feira a existência de uma "teoria da conspiração" no processo por suspeita de doping instaurado pela Agência Norte-Americana Antidopagem (USADA) ao ciclista Lance Armstrong, sete vezes vencedor da Volta a França.
13 de Julho de 2012 às 10:50
Lance Armstrong
Lance Armstrong FOTO: Agência

James Sensenbrenner enviou uma carta às autoridades responsáveis pela política de controlo de drogas, na qual questiona os 10 milhões de dólares de dinheiros públicos dados anualmente à USADA, os procedimentos do organismo, as queixas feitas a atletas por alegadas violações ao código de substâncias proibidas.

O congressista republicano do Wisconsin quer ainda saber se a USADA tem sido alvo de supervisão regular.

Na carta, o congressista refere que "a alegada falta de imparcialidade gera preocupações, a todos os níveis, nos atletas, a maioria dos quais não dispõe de recursos e de suportes para contestar as acções da USADA".

Sensenbrenner admite que o "Congresso dos Estados Unidos não tem qualquer papel na avaliação de casos de doping, mas tem o direito de saber como é gasto o dinheiro dos contribuintes", e acrescenta: "a autoridade da USADA sobre Armstrong é, na melhor das hipóteses, forçada".

O chefe-executivo da USADA, Travis Tygart, garantiu que o processo de arbitragem da agência é justo para os atletas e mostrou-se disponível para discutir o financiamento público com o congressista Sensebrenner.

"O processo contra a equipa US Postal e Lance Armstrong não foi instaurado de ânimo leve. Estamos conscientes da sua popularidade e dos admiradores que tem no Capitólio e noutros lugares", afirmou.

Tygart referiu que "a missão da USADA é 'limpar' os atletas" e acrescentou que caso o organismo não tivesse intervindo neste caso "estaria a ser cúmplice numa evidência de doping".

Armstrong, agora com 40 anos, foi acusado pela justiça desportiva de ter recorrido a eritropoietina (EPO), transfusões sanguíneas, testosterona, cortisona, hormona de crescimento e de ter ainda induzido outros ciclistas a utilizarem substâncias proibidas.

A USADA acusou formalmente o texano e cinco outros colaboradores, nomeadamente o seu diretor-desportivo, o belga Johan Bruyneel, ainda no ativo na RadioShack dos portugueses Tiago Machado e Nelson Oliveira, e o preparador físico italiano Michele Ferrari.

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