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Correio da Manhã

Desporto
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Conheça os principais pontos da queixa que ameaça interditar o Estádio da Luz

Benfica vai apresentar uma providência cautelar para travar a interdição decretada.
13 de Fevereiro de 2019 às 11:34
Adeptos do Benfica
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Adeptos do Benfica
Uma queixa inicialmente feita pelo Sporting contra o facto do Benfica apoiar claques ilegais, denominados de grupos organizados de adeptos pelo presidente do Benfica, levou o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol a castigar o clube encarnado com quatro jogos de interdição e uma multa de 28 mil euros.

O Benfica informou que vai apresentar uma providência cautelar junto do Tribunal Arbitral do Desporto com efeitos imediatos e que visa suspender a decisão proferida pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol.

Na acusação contra a Sport Lisboa e Benfica - Futebol, SAD, são denunciados apoios a dois grupos organizados de adeptos e são utilizadas notícias e imagens de transmissões televisivas, no Estádio da Luz, para fundamentar a queixa.

São objeto de participação disciplinar sete encontros do Benfica no seu estádio a contar para a Liga NOS.

Entre os adeptos e simpatizantes são identificados dois grupos de sócios que "assiduamente, acompanham e apoiam a equipa profissional de futebol da Benfica SAD: os Diabos Vermelhos e os No Name Boys".

É revelado que os "sectores dez a doze do piso 0" e os "sectores vinte e sete e vinte e oito", também do piso 0, é onde se "concentram" os dois grupos organizados de adeptos. 

A acusação denúncia publicações no Facebook oficial do Benfica onde são feitas alusões às referidas "claques" e que a "arguida tem (e tinha) cabal conhecimento que os Grupos organizados de Adeptos (No Name Boys e Diabos Vermelhos) não se encontram (nem encontravam, à data dos jogos objeto dos presentes autos) constituídos como associação, nem se encontram (nem encontravam) registados no lnstituto Português do Desporto e Juventude".

A Benfica SAD é acusada de permitir a entrada de bandeiras e faixas de grandes dimensões com simbologia identificada com o GOA, No Name Boys, os "dois N invertidos".















O clube da Luz é acusado de permitir e facilitar a utilização das instalações do Estádio da Luz para que os GOA "façam entrar e ostentem" as referidas bandeiras e faixas de grandes dimensões.















Foram ainda utilizadas notícias publicadas pela imprensa desportiva e generalista como prova de que o Benfica apoia e facilita a presença e atuação dos GOA no Estádio da Luz:

"A Bola - Svilar e Jardel na festa dos Diabos"







"Record - Claques ilegais na mira"






"Record - Baganha acusa Vieira de hipocrisia"









Benfica considerou "inaceitáveis e injustificáveis as razões invocadas"
O Benfica respondeu em comunicado e garantiu que vai avançar com uma providência cautelar para travar a interdição decretada.

"Consideramos totalmente inaceitáveis e injustificáveis as razões invocadas para tal decisão e estamos convictos de que conseguiremos fazer valer as nossas razões no decurso deste processo", explicaram as águias em comunicado.

Vieira garantiu que o Benfica não tem claques 
Em entrevista à TVI, em outubro de 2018, o presidente dos encarnados garantiu que o Benfica não tem claques. "Eu não sou obrigado a que alguém se queira identificar. Todos aqueles que chamam a claque do Benfica, são sócios do Benfica, pagam as quotas, têm redpass", disse Luís Filipe Vieira.

Vieira disse que o único pedido dos GOA (Grupo Organizado de Adeptos) foi que "fossem transportados de comboio".
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