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Correio da Manhã

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Conselho Fiscal do Vitória apresenta processo-crime sobre factos ocorridos na SAD sadina

Dirigente do clube não avançou pormenores sobre apresentação de processo.
Lusa 18 de Setembro de 2020 às 21:33
Vitória de Setúbal
Vitória de Setúbal
O presidente do Conselho Fiscal e Disciplinar (CFD) do Vitória de Setúbal, João Martins anunciou que vai avançar com um processo-crime junto do Ministério Público sobre factos ocorridos na SAD do clube.

Em comunicado enviado à agência Lusa, o dirigente, sem especificar pormenores, explica que a decisão não foi revelada antes de forma a não prejudicar a defesa do clube, que foi relegado ao Campeonato de Portugal depois de falhar o licenciamento para participar na I Liga de futebol.

"Com justificação de estratégia jurídica foi solicitado a este Conselho que não tomasse determinadas posições antes do início da Liga NOS, os quais poderiam prejudicar a defesa do Vitória. A bem do clube e para não ser considerado bode expiatório de algo menos conseguido esse pedido foi aceite. Liberto desse compromisso, vem o CFD informar que no exercício das suas funções deliberou pela apresentação de um processo-crime junto do Ministério Público sobre factos ocorridos na SAD", lê-se no documento.

No documento, João Martins lamenta ainda a falta de colaboração da administração da SAD vitoriana, presidida por Paulo Gomes desde janeiro de 2020, na entrega de documentos solicitados para averiguar factos ocorridos no passado.

"Lamentamos a total indisponibilidade do Conselho de Administração da SAD em colaborar com o Conselho Fiscal e Disciplinar em todo o trabalho desenvolvido, nomeadamente na não entrega de documentos solicitados. A direção apenas disponibilizou um único documento dos muitos solicitados", refere.

Depois de o Vitória de Setúbal não ter cumprido os pressupostos necessários para se inscrever nas provas profissionais, "considera o Conselho Fiscal e Disciplinar que a eleição dos atuais órgãos sociais foi sustentada num programa cuja concretização não foi alcançado, antes pelo contrário".

João Martins defende que perante o sucedido deve haver um novo ato eleitoral, uma vez que não estão reunidas as condições para os atuais órgãos sociais se manterem em funções.

"Embora seja da exclusiva responsabilidade da direção a gestão direta do Vitória e, de forma indireta, a da SAD, é incontornável que os atuais órgãos sociais não têm legitimidade moral para continuarem em funções por terem sido eleitos em lista única", afirma.

No comunicado, o líder do CFD faz questão de retratar-se perante os associados.

"Sentindo orgulho pelo trabalho que tem desenvolvido e que a seu tempo a Justiça se pronunciará, não pode o Conselho Fiscal e Disciplinar passar sem um humilde e sentido pedido de desculpas aos sócios do Vitória por ter acreditado e fazer acreditar num projeto que afinal não tinha a sustentabilidade que nos fizeram crer que existia", referiu.

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