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Correio da Manhã

Desporto
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COR E EMOÇÃO NOS CÉUS

Verdadeiros ases pelos ares vão competir, a partir de hoje, no 8.º Campeonato do Mundo de Parapente, que vai ‘voar’ pelos céus de Montalegre até ao próximo dia 27.
15 de Julho de 2003 às 00:00
Os céus de Montalegre vão ser coloridos pelos ases dos ares
Os céus de Montalegre vão ser coloridos pelos ases dos ares FOTO: d.r.
Voar sempre foi o sonho mais antigo do homem, mas de um mero sonho já passou a ser uma realidade. E há quem voe sem recurso a motores e a grandes ‘engenhocas’ electrónicas, usando, para tal, somente uma asa.
Portugal, que ganhou o direito de organizar este Mundial, atribuído pela Federação Aeronáutica Internacional (FAI), em detrimento da cidade francesa de Chamonix, a ‘meca’ dos parapentistas, vai assim assistir à perícia dos melhores especialistas mundiais. Ao todo, e numa paisagem única e com condições climatéricas propícias para a prática do voo livre, Montalegre vai reunir nos céus aproximadamente 150 pilotos em representação de 50 países.
Esta é a excelente oportunidade das Terras de Barroso e o Alto Tâmega virem, no futuro, a integrar o selectivo mapa internacional do voo livre.
QUINTETO LUSO
Entre os grandes especialistas da modalidade vão estar cinco pilotos portugueses, nomeadamente José Diogo Pires, da Associação Estamos Juntos (1.º do ranking nacional), Pedro Moreira, do Clube Voo Livre Vertical (2.º), Rui Nascimento, da Associação dos Comandos (3.º), Américo Sousa, do Turbulência Parapente Clube (4.º) e Gil Navalho, do Clube Asas de São Miguel (5.º).
Estes foram os pilotos eleitos do seleccionador Vítor Baía, que juntamente com o psicólogo e assistente José Leitão, completam a comitiva nacional.
Além da competição, cujas verificações técnicas e treinos já começaram na passada sexta-feira, este ‘Mundial’ proporcionará ainda aos participantes vários eventos culturais, desde cantadores ao desafio, teatro, ranchos folclóricos, demonstrações do jogo do pau, entre outras actividades.
Os céus de Montalegre estarão mais coloridos que nunca e proporcionarão, certamente, um magnífico espectáculo.
SEGREDOS DA MODALIDADE
GEOGRAFIA
A localização deste Mundial não poderia ser melhor. Montalegre situa-se no coração do planalto do Barroso, que se enquadra no maciço galaico-duriense. É delimitado pelas serras do Gerês (Oeste), Larouco (Nordeste), Cabreira (Sueste), Barroso (Sul) e o Leiranco (Sudeste).
AS TÉRMICAS
O parapente não seria possível sem a existência das denominadas térmicas, o grande aliado dos pilotos. A térmica é uma corrente de ar quente ascendente que permite ganhar altitude. Só com o recurso a estas térmicas os praticantes conseguem permanecer horas no ar.
OS PREÇOS
Os valores dos parapentes podem oscilar entre os 1500 e os 3000 euros, o arnês entre 200 a 500 e o capacete de 50 a 75. Indispensável é ter um pára-quedas de reserva, que pode custar entre 300 a 400 euros. Estas verbas dependem da qualidade do material adquirido.
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