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"Vi o Bas Dost chorar. Vi o mister caído no corredor": o relato de Podence sobre o ataque a Alcochete

Daniel Podence foi esta quinta-feira ouvido no Tribunal de Monsanto.
Correio da Manhã 12 de Dezembro de 2019 às 09:42
Sporting pede dispensa de jogadores na sessão da próxima semana do julgamento do ataque a Alcochete
Sporting pede dispensa de jogadores na sessão da próxima semana do julgamento do ataque a Alcochete
As testemunhas arroladas no julgamento ao ataque a Alcochete regressam esta quinta-feira ao tribunal. O médico Virgílio Abreu, o ex-jogador do Sporting Daniel Podence e o funcionário Ricardo Vás vão ser ouvidos na 12.º sessão do julgamento, no Tribunal de Monsanto. 

Daniel Podence vai ser ouvido por vídeoconferência. 

Ao minuto:

17h05 -
Terminou a 12.º sessão do julgamento.

15h19 -
"Eram todos grandes, eram todos maiores que eu", revela Podence acrescentando que "1,73" metros é a altura dele.

15h08
- "Queria safar-me. Estava com medo. Queria que aquele momento passasse. Depois tinha receio. Estava sempre atento em casa. Sempre a olhar pelo buraquinho da fechadura. Só soube no dia anterior o treino de terça. Normalmente o treino era de manhã", relata.

14h56 -
"Fiquei estático. Montero levou com uma tocha. Empurraram-me. Fui para trás e bati no cacifo. E cai para a frente sentado. Gritaram depois, vamos embora. Já chega.", conta Podence.

"Vi o Bas Dost chorar. O mister estava desnorteado. Notava que tinha sido batido. Estava amassado. Vi o mister caído no corredor quando sai", diz afirmando que não sabe como é que ele caiu porque não viu a agressão.

"Vi o Jesus e o William depois a falarem com um grupo da claque que estava com a cara destapada. Um deles sei que era o Aleluoa", acrescenta. "Tive receio de tudo. De levar socos com um cinto na cara, de levar com tacos. Disseram: 'não ganhem domingo que vão ver'", diz Podence.

14h43
- Podence revela que ouviu o alarme de incêndio. Diz que pensou em fugir mas que não arriscou. "Um passo que alguém desse era para levarmos mais".

14h35 -
"Foi muito difícil para nós. Foi primeiro o William. Encheram de socos e pontapés. Tinham interesses concretos. O William foi ter com eles e deu-se mal. Eles foram-se espalhando pelo balneário. Procuravam Rui Patrício, Acunha e o Bataglia. Diziam que eles é que eram o Sporting. Insultavam", afirma Podence.

"Estava na zona do cacifo. O Bataglia levou socos. O Patrício levantou-se. Foi cercado também. Lembro-me de ver um barril de águas. Mandaram contra o Rui Patrício. Acenderam tochas no balneário, talvez duas", continua o jogador.

14h28 -
Podence ouvido por Skype a partir do consulado em Atenas.

"Vi-os entrar. Foi muito rápido. Foram em direção ao William", afirma.

11h20 - Pausa para almoço

10h58 - 
Sobre a fotografia de Bas Dost que circulou logo a seguir ao sucedido, Abreu assegura, quando inquirido pela advogada Sandra Martins: "[O Dr. Frederico Varandas] não tirou nenhuma fotografia nesse dia."

10h50 - Médico Virgílio Abreu diz ter visto Frederico Varandas a desviar-se de uma tocha

10h47 -
O médico Virgílio Abreu conta que conhece um dos arguidos desde que nasceu. Que tinha 19 anos quando foi preso. "Fiquei surpreendido
Uma família bem formada, educada. Todos sócios do Sporting desde que nasceram. O Afonso é um jovem que desde sempre foi bom aluno, educado, correto. Integrado. Ás vezes o futebol trás comportamentos desajustados. Pelo seu trajeto não era previsível. Às vezes com determinada idade estamos em situações que não queríamos. É uma família exemplar. Todos sofreram.", afirma.

10h43 - O médico conta ainda, com a ajuda de algumas fotos, o espaço da Academia. "Pensei que iam para o relvado. Nunca pensei que fossem para o balneário. É uma zona sagrada", conta. 

10h31 - "Fui à reunião no dia anterior ao ataque. Ouvi as palavras 'se estão comigo, independemente do que aconteceu.'", afirma o médico Virgílio Abreu. "Fiquei muito cético. Disse ao Varandas para ele estar também. Tudo era atípico. A situação era instável", continua.

"Achei tudo estranho. Não sei explicar. Era tudo sem grande sentido. Achei melhor estarmos todos juntos", acrescenta. 

O médico afirma que não viu o Bas Dost a ser ferido porque lançaram uma tocha e ficou tudo cheio de fumo. Conta que quando olhou, o Bas Dost já estava a sangrar. "Pensei, isto passou das marcas", disse afirmando que o levou a ser assistido.

"Passaram por mim. Não vi nada. Estava fumo. Iam para alguns jogadores. Passaram por mim, era como se não existisse", revela. 
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