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Correio da Manhã

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Dez dias para pagar um milhão

Vale e Azevedo, ex-presidente do Benfica, tem dez dias para pagar uma caução no valor de um milhão de euros (cerca de duzentos mil contos), no âmbito do processo Dantas da Cunha.
7 de Dezembro de 2004 às 00:00
Este é um valor recorde no sistema judicial português, só ‘alcançado’ por Pimenta Machado (ver caixa) , que pagou o mesmo montante um dia depois de ser preso, acusado de “branqueamento de capitais”.
Segundo revelou ontem a Lusa, trata-se de uma notificação de Avelino Frescata, o mesmo juiz que decidiu, em Maio último, julgar Vale e Azevedo no âmbito deste processo. O juiz considerou que o ex-dirigente ‘encarnado’ falsificou vários documentos num negócio imobiliário com a família Dantas da Cunha.
No entanto, na altura, Vale estava em prisão preventiva devido ao processo Euroárea. Como tal, o juiz determinou que caso o advogado fosse, entretanto, libertado e “face à gravidade dos factos de que é acusado e por existir algum perigo de fuga”, aguardaria o desenrolar do processo em liberdade sujeito a Termo de Identidade e Residência e ao pagamento de uma caução de um milhão de euros.
Agora, e alguns meses depois da sua libertação (Julho último), o tribunal decidiu notificar “o arguido João Vale e Azevedo para, em 10 dias, prestar a caução que lhe foi imposta, sob pena de, não o fazendo, lhe ser imposta medida de coacção mais gravosa” (prisão preventiva) no âmbito do processo Dantas da Cunha.
Recorde-se que em Julho, Vale e Azevedo deixou de estar em prisão preventiva no processo Euroárea, relacionado com a venda de terrenos da urbanização Sul do Benfica, mas teve de pagar uma caução de 250 mil euros, como decretou a juíza Ana Wiborg.
PIMENTA TEVE QUE PAGAR
A 15 de Dezembro de 2002, António Pimenta Machado, na altura presidente do Vitória de Guimarães, foi detido em Lisboa. Acusado de branqueamento de capitais – em causa está uma soma de 90 mil contos que terá sido paga aquando da transferência do jogador Fernando Meira do Vitória para o Benfica –, o antigo dirigente dos vimaranenses foi libertado no dia seguinte sob uma caução de um milhão de euros.
Recorde-se que na origem deste processo esteve uma denúncia de um sócio do Vitória, Domingos Miranda, que alertou um ano antes para as ‘irregularidades’, supostamente, praticadas por Pimenta Machado.
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