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Correio da Manhã

Desporto
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DIAMANTINO NO VIT. SETÚBAL

Consumada a saída de Luís Campos do comando técnico do V. Setúbal, 13 meses depois da sua chegada, Diamantino Miranda, que iniciou a carreira de treinador precisamente em Setúbal, em 94/95, é o senhor que se segue, estando marcada para hoje a sua apresentação (10h00) no Bonfim.
24 de Fevereiro de 2003 às 00:15
Diamantino vai regressar ao V. Setúbal, onde iniciou a carreira em 1994
Diamantino vai regressar ao V. Setúbal, onde iniciou a carreira em 1994 FOTO: Record
Diamantino foi a primeira escolha do presidente sadino Jorge Goes e o acordo foi facilmente alcançado, mas a turbulência gerada pelo seu nome junto dos adeptos obrigou a alguma contenção.

Carlos Carvalhal foi fortemente defendido por parte de alguns sócios do clube e até mesmo Marinho Peres, agora no Brasil, depois da sua substituição no Belenenses por Manuel José, chegou a ser dado como um dos alvos da direcção sadina para a sucessão a Luís Campos.

SÓCIOS DIVIDIDOS

É que no Bonfim, mesmo considerando as ligações passadas de Diamantino ao clube, existe alguma contestação ao seu nome, acusado de ter desprestigiado a imagem sadina na sua anterior passagem.

Os tempos eram outros, é verdade, mas há coisas que os sócios não esquecem. Depois de terminar a carreira de jogador no Vitória, aos 35 anos, Diamantino sucedeu a Raul Águas no comando da equipa durante alguns meses, sendo rendido posteriormente pelo brasileiro Abel Braga. E foi aquando da sua saída que teceu críticas ao clube, facto que ainda hoje permanece vivo na memória de alguns adeptos. Daí a preferência dos sócios por Carvalhal, técnico que levou o Leixões à final da Taça de Portugal, manifestada através do fórum do ‘site’ oficial do clube. Mas, no final, prevaleceu a primeira escolha de Goes. Diamantino volta ao trabalho depois da saída do Campomaiorense. A estreia à frente dos sadinos está marcada para a partida em atraso da 5.ª eliminatória da Taça, quarta-feira, frente ao Joane (III Divisão).

CAMPOS ADIA REACÇÃO

Recorde-se que o presidente havia garantido na sexta-feira a continuidade de Luís Campos ao serviço dos sadinos até ao final da temporada, independentemente do resultado com o Benfica, mas o treinador não resistiu à goleada (2-6), acabando por rescindir amigavelmente.

Luís Campos, que acusou as arbitragens "tendenciosas" de terem tirado à equipa oito ou nove pontos, colocando-a na situação em que se encontra – abaixo da linha de água com quatro triunfos em 23 jornadas –, prometeu, para mais tarde, divulgar um comunicado com as razões que levaram o seu afastamento.
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