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Correio da Manhã

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DIAP arquiva caso do cheque do Major

O caso do cheque de Valentim Loureiro, também conhecido como o processo do Milhão, foi arquivado pelo DIAP do Ministério Público, que deu como provado que afinal se tratava de uma garantia para um empréstimo ao Boavista, sem que tivessem existido quaisquer contrapartidas ao empreiteiro Joaquim Camilo, tendo caído assim por terra as suspeitas de tráfico de influência.
29 de Setembro de 2006 às 00:00
 Valentim Loureiro vê mais um processo arquivado
Valentim Loureiro vê mais um processo arquivado FOTO: Jorge Paula
O empréstimo destinava-se a pagar salários aos futebolistas do Boavista e foi saldado automaticamente com um adiantamento por parte do empreiteiro Joaquim Camilo, na compra de terrenos anexos ao Estádio do Bessa.
Em causa estava um empréstimo de 500 mil euros de Joaquim Camilo ao Boavista, em relação ao qual Valentim Loureiro foi avalista, com dupla garantia de cumprimento: letras de câmbio e a reforçar um cheque de igual valor. Houve então dois empréstimos nesse montante, daí ter ficado conhecido como caso do milhão de euros.
O caso do cheque chegou a apresentar-se à partida como dos mais graves do ‘Apito Dourado’, tendo havido precipitação da juíza de instrução criminal e do Ministério Público quanto aos telefonemas interceptados pela PJ do Porto a Valentim Loureiro e ao seu filho, João Loureiro, presidente do Boavista. É o Ministério Público que agora, através do DIAP do Porto, iliba o major Valentim Loureiro e Joaquim Camilo Nunes da Silva, empreiteiro de Vila do Conde, afirmando que se tratou de um situação normal entre empresários, não configurando quaisquer tipo de crimes.
A precipitação consistiu em interpretar “e então o meu cheque?”, uma frase escutada a Valentim Loureiro num telefonema para o filho, porque o Boavista já tinha saldado o empréstimo, mas não recuperara o cheque de garantia de Valentim Loureiro. A Polícia Judiciária pensou que “o meu cheque” seriam ‘luvas’ para dar ao Major, daí o MP ter solicitado à juíza de instrução criminal buscas às casas de Valentim Loureiro e que não estavam sequer previstas uma semana antes, quando dos primeiros pedidos de buscas domiciliárias. O MP de Gondomar pediu mandados às casas de Valentim Loureiro, alegando que estava em causa o favorecimento do Major a Joaquim Camilo, na qualidade de presidente da Metro do Porto, o que afinal não se confirmou e daí o arquivamento do processo, pelo próprio DIAP/MP do Porto.
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