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DIAP decide se Simões será acusado

O processo em que são arguidos um promotor imobiliário e o presidente da Académica já está nas mãos do Ministério Público, que vai analisar os elementos recolhidos pela Polícia Judiciária (PJ) e pronunciar-se pela acusação ou pelo arquivamento. Suspeito de corrupção e tráfico de influências, José Eduardo Simões foi constituído arguido em Abril depois de ter sido ouvido durante quatro horas.
15 de Outubro de 2006 às 00:00
A PJ concluiu agora a investigação e remeteu o processo ao Departamento de Investigação Criminal de Coimbra, ao qual compete decidir se existe matéria para julgamento. Em causa estão as ligações entre José Eduardo Simões e Emídio Mendes, o promotor da Urbanização Jardins do Mondego, que foi licenciada quando o presidente da Académica era director de Urbanismo na Câmara Municipal de Coimbra.
Suscitada por uma denúncia anónima, a investigação iniciou-se há um ano. Em Fevereiro, a PJ realizou buscas à sede do clube, à casa do dirigente desportivo e ao gabinete onde trabalhou na autarquia, acabando por apreender, no carro de José Eduardo Simões, 200 mil euros em dinheiro.
A PJ explicou que as diligências visavam esclarecer as relações entre o futebol e os interesses imobiliários, não afastando a possibilidade de também estarem em vista transferências de jogadores.
José Eduardo Simões foi constituído arguido a seu pedido e declarou em comunicado que “viver com a sombra de uma suspeição é o pior que pode acontecer a quem está inocente”. Ontem, apesar das tentativas do Correio da Manhã, não foi possível ouvi-lo.
Com 17 lotes, a Urbanização Jardins do Mondego chegou a ser embargada pela Câmara de Coimbra e os últimos pisos demolidos por estarem ilegais.
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