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Correio da Manhã

Desporto
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DIGNO DE UM CAMPEÃO

Carlos Sousa, piloto português vencedor da Taça do Mundo de Todo-o-Terreno, chegou ontem a Lisboa, recebido em apoteose por dezenas de amigos e familiares.
27 de Outubro de 2003 às 00:00
Entre eles, uma pessoa muito especial, a sua esposa Filomena, que desde cedo arranjou lugar na fila da frente com vista privilegiada para a porta que dá acesso ao ‘hall’ de chegadas. “Quero dar-lhe os parabéns pessoalmente. Afinal, não é todos os dias que alguém se sagra campeão do Mundo”, afirmou Filomena, revelando já estar ‘vacinada ’contra as ausências do marido: “Já estou habituada, mas ainda custa um bocadinho. São muitas provas. Por vezes aproveito para fazer férias e acompanho-o em algumas provas”.
Passado algum tempo, Carlos Sousa passa pela porta e recebe uma longa e calorosa salva de palmas. Visivelmente emocionado com a manifestação de que foi alvo, o campeão do mundo não perdeu a oportunidade de abraçar o seu filho Diogo. Após cumprimentar os familiares e amigos que o aguardavam, as primeiras palavras de Carlos Sousa foram, como seria de esperar, de satisfação: “Este foi um super-ano. Ainda não tive tempo para pensar bem no que se passou, mas estou satisfeito”.
Sobre a polémica com o francês Schlesser, Carlos Sousa foi peremptório: “Se fosse comigo, eu não gostava de ser vaiado quando estou a receber algum prémio”.
Quanto a projectos, aquele que é o melhor piloto português em todo-o-terreno prefere não revelar muito sobre o que se vai passar, preferindo deixar o seu futuro nas ‘mãos’ da Mitsubishi: “O Dacar é o objectivo de todos os pilotos. Sou dos mais novos em competição e se não for este ano será para o próximo. A Mitsubishi sabe quais são os planos para o futuro”.
'DAR OS PARABÉNS PORQUÊ?'
O Diogo tem cinco anos, é o único filho de Carlos Sousa, e ontem não deixou de ir receber o pai ao Aeroporto de Lisboa. Acompanhado pela sua mãe, Filomena, ele era o mais irrequieto no ‘hall’ das chegadas. Ambos estavam, naturalmente, ansiosos que o pai e marido atravessasse a porta, para poderem dar aquele abraço e felicitá-lo pela extraordinária conquista. “Eu dei-lhe os parabéns logo no dia em que foi campeão, mas estou ansiosa por vê-lo”, afirmou Filomena, enquanto esperava pelo seu marido, explicando como é que o Diogo recebeu a notícia: “Ele também acompanha as provas do pai, mas não vibra muito. Expliquei-lhe que o Carlos tinha sido o Campeão do Mundo e disse-lhe para dar os parabéns ao pai.
A resposta dele foi tão simples quanto isto: Qual é o problema do pai ter ganho? Ele ganha sempre! A preocupação dele é que o pai fique à frente do ‘azul’, que é o Schlesser”.
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