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Correio da Manhã

Desporto
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DILÚVIO EM WIMBLEDON

Já se sabe que a chuva faz parte do tradicional cenário wimbledoniano, mas torna-se exasperante quando acontece – e ontem voltou a acontecer, pela primeira vez desde 29 de Junho de 1999. Um dia completo sem uma única troca de bolas, o que eleva para 31 o número de jornadas canceladas pela chuva desde a edição inaugural do torneio, em 1877.
24 de Junho de 2004 às 00:00
Em 118 edições, um total acumulado de três semanas sem ténis até acaba por não ser muito e a pluviosidade está incluída no folclore... mas os tempos modernos cada vez menos se compadecem com os imponderáveis da meteorologia. Se bem que Wimbledon seja o torneio de ténis menos dependente de publicidade devido à sua auréola mítica, sempre há contratos em curso e espectadores a reembolsar. As cadeias televisivas sofrem com a (des)programação e a anulação de anúncios publicitários – e ontem, como se jogou menos de uma hora (e nem se jogou nada!), a organização vai perder mais de um milhão de libras na devolução dos ingressos...
No entanto, a maior preocupação é o atraso acumulado. Supostamente, deveria concluir-se hoje a segunda ronda de singulares... mas há ainda 45 jogos da eliminatória inaugural sem desfecho! Medidas imediatas: começar as próximas jornadas uma hora mais cedo e reduzir os encontros de pares masculinos para três sets. Medida a ponderar: jogar-se na folga (domingo), à semelhança de 1997 e 1991 – ano em que Nuno Marques começou a jogar com o americano Jim Grabb na segunda-feira e acabou por perder em quatro sets na sexta-feira. Medida a longo prazo: um tecto amovível a partir de 2009.
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