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Correio da Manhã

Desporto
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Dinheiro vivo paga Ronaldo

Os bancos Santander e Caja Madrid avalizaram uma linha de crédito de 150 milhões de euros para o financiamento das contratações de Kaká e Ronaldo. Segundo o jornal ‘Expansion’, cada banco será responsável por 75 milhões de euros, aceitando como garantias as futuras receitas dos direitos televisivos dos merengues, que se estimam em 600 milhões de euros por ano.

17 de Junho de 2009 às 00:30
Espanhóis financiam mas não podem usar imagem do jogador, por conta das campanhas do BES
Espanhóis financiam mas não podem usar imagem do jogador, por conta das campanhas do BES

O apoio concedido pelas duas entidades bancárias soma-se a um primeiro aval de 60 milhões de euros do banco La Caixa a Florentino Pérez, aquando da apresentação da sua candidatura à presidência do Real Madrid.

Aliás, a urgência do avanço do empréstimo dos dois bancos prende-se também com a necessidade de pagar a pronto a aquisição (93 milhões de euros) de Ronaldo ao Manchester United.

No entanto, a imagem publicitária de Ronaldo está vedada aos bancos espanhóis face ao contrato com o Banco Espírito Santo (BES), que se adiantou à transferência com uma campanha em larga escala no mercado espanhol. O BES detém os direitos ibéricos sobre a imagem do extremo português entre as entidades financeiras.

Entretanto, o jornal ‘Cinco Dias’ revelou que Ronaldo vai pagar apenas 24 por cento de impostos sobre os seus rendimentos, ao contrário dos 43 por cento aplicados ao resto dos trabalhadores (do mesmo escalão) em Espanha. O jogador do Real Madrid – que afinal só deverá chegar ao clube no final da semana – beneficia de um regime fiscal de atracção de profissionais estrangeiros para Espanha.

NEGÓCIO JÁ CHEGOU AO PARLAMENTO

As transferências milionárias, com a de Cristiano Ronaldo para o Real Madrid por 93 milhões euros à cabeça, foram ontem tema de debate no Parlamento espanhol, chegando-se ao ponto de haver uma deputada do Partido Popular (força líder da oposição) a exigir que o primeiro-ministro, José Luis Zapatero (PSOE), se pronuncie sobre o assunto.

Vários deputados pronunciaram-se sobre a proposta do partido ICV, sugerindo ao Governo a tomada de uma "iniciativa a nível europeu para limitar as retribuições dos desportistas profissionais". Algo que não foi bem aceite, porque a maioria considerou as contratações do português e do brasileiro Kaká (65 milhões) uma questão privada e sobre a qual é difícil legislar. "Há poucos mecanismos legislativos para poder limitar a capacidade privada das entidades desportivas, apesar de provavelmente ser pouco ético ou estético pagar quantias tão elevadas para algumas contratações", disse Josep Sánchez, porta-voz do CIU.

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