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Correio da Manhã

Desporto
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Discutido regulamento que quase excluiu FC Porto

O Regulamento de Competições da UEFA será um dos temas a discutir na próxima reunião do Comité de Clubes, agendada para o próximo dia 23 de Fevereiro, em Nyon (Suíça), confirmou esta terça-feira um porta-voz do organismo que tutela o futebol europeu.
10 de Fevereiro de 2009 às 12:51
UEFA discute regulamento a 23 de Fevereiro
UEFA discute regulamento a 23 de Fevereiro FOTO: DR

Um mês depois de ter admitido que o artigo 1.04, que quase excluiu o FC Porto da actual edição da Liga dos Campeões, era um dos pontos que estava a ser analisado nos corredores da UEFA, o organismo assumiu finalmente que os regulamentos de competições podem mesmo ser alvo de alterações. 

Todavia, todas as possíveis modificações que eventualmente venham a ser decididas pelo Comité  de Clubes terão posteriormente de ser analisadas pelo Comité Executivo, que reunirá a 24 de Março já com todas as propostas em cima da  mesa.

alínea d) do ponto 1.04 do regulamento de competições da Liga dos Campeões determina que um clube "não pode estar ou ter estado envolvido em qualquer actividade destinada a viciar ou influenciar o resultado de um jogo, a nível nacional ou internacional". Foi esta alínea que excluiu, numa primeira instância, o FC Porto da 'Champions', mas que mereceu posteriormente reparos do Tribunal Arbitral do Desporto no acórdão que confirmou em definitivo a participação dos portistas na competição.

Na apreciação dos recursos, entretanto rejeitados, do Vitória de Guimarães e do Benfica à decisão da UEFA em apenas reapreciar o processo do FC Porto  após a época desportiva 2008/2009, o Tribunal Arbitral do Desporto ressalvou que, se levada à letra, a norma excluía perpetuamente todos os clubes comprovadamente  envolvidos em actos ilícitos, já que não estava previsto qualquer período de exclusão. 

Na apreciação dos recursos, entretanto rejeitados, do Vitória de Guimarães e do Benfica à decisão da UEFA em apenas reapreciar o processo do FC Porto  após a época desportiva 2008/2009, o Tribunal Arbitral do Desporto ressalvou que, se levada à letra, a norma excluía perpetuamente todos os clubes comprovadamente  envolvidos em actos ilícitos, já que não estava previsto qualquer período de exclusão. 

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