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Correio da Manhã

Desporto
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Dívidas deixam jogadores sem casa

Quatro jogadores estrangeiros da equipa sénior de futebol de Rio Maior estão a passar por dificuldades devido ao atraso no pagamento dos ordenados. Se o clube não liquidar as dívidas dos alojamentos que ocupam, os camaroneses Olivier (médio), Leon e Patrick (avançados), e o senegalês Bá (defesa-central) podem ser despejados.
8 de Fevereiro de 2009 às 00:30
O  senegalês Bá (da esquerda para a direita) e os camaroneses Leon, Patrick e Olivier estão em dificuldades
O senegalês Bá (da esquerda para a direita) e os camaroneses Leon, Patrick e Olivier estão em dificuldades FOTO: José Camilo

Temendo que os atletas fiquem "a dormir na rua", o presidente do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF), Joaquim Evangelista, intercedeu junto do presidente do União Desportiva de Rio Maior (UDRM) e dos proprietários das casas, para tentar evitar um "drama social".

"Chocou-me profundamente este problema. Os jogadores estão numa situação especialmente difícil, porque estão num país estrangeiro, alguns deles não têm vínculo desportivo ao clube e não recebem o seu salário. Um deles está numa residencial onde lhe foram retidos os bens e os outros têm ameaça de despejo porque não foi paga a renda", revelou Joaquim Evangelista.

O presidente do SJPF adiantou que "alguns jogadores estão só a ter uma refeição diária".

Uma reunião entre sindicato, direcção do clube e câmara municipal, marcada para a próxima segunda-feira, poderá desbloquear a situação de Olivier, Leon, Patrick e Bá, assim como a falta de pagamentos de três meses de salários ao plantel e equipa técnica da UDRM, da III Divisão Nacional.

José Pereira, gerente da residencial RM, onde se encontra a morar Bá, confirmou ao CM que "estão por pagar 25 dias de alojamento, e que os bens pessoais do jogador só serão levados quando for liquidada a dívida" Albano Mota, presidente do clube, assegura que já arranjou uma solução para os jogadores e negou que estejam a passar fome. "Do meu bolso tenho pago refeições em restaurantes e as compras no supermercado para confeccionarem comida", declarou. O dirigente admitiu que a colectividade está numa situação "difícil".

PORMENORES

RESCISÃO

O capitão de equipa, Rodolfo, lamenta a falta de apoios ao clube. E adianta que não está excluída uma rescisão colectiva.

JOGO EM ELVAS

A UD Rio Maior, 2.ª da série E, desloca-se hoje a Elvas, para defrontar o 8.º classificado.

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