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Correio da Manhã

Desporto
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Doping para Barata

Uma semana. Dois atletas a acusarem a mesma substância, facto a agitar o Benfica. Depois do basquetebolista António Tavares, ontem foi a vez do jogador de râguebi Paulo Barata, antigo internacional sevens, acusar o mascarante sinasteride, substância confirmada com a contra-análise realizada a 30 de Janeiro.
16 de Fevereiro de 2007 às 00:00
Desta feita foi um jogador do râguebi do Benfica a acusar a substância mascarante
Desta feita foi um jogador do râguebi do Benfica a acusar a substância mascarante FOTO: d.r.
Luís Horta, director do Laboratório de Análises e Dopagem (LAD), explicou que a análise ao jogador detectou “o agente que vai poder mascarar a utilização de determinadas substâncias do grupo dos anabolisantes”.
O director do LAD avançou ainda que este é o primeiro caso de doping de 2007, uma vez que o jogador foi controlado a 7 de Janeiro, após a vitória dos encarnados frente ao Técnico (31-16), em jogo a contar para a quarta jornada do campeonato nacional de honra de râguebi.
A substância em questão pode ser utilizada para casos de queda de cabelo, com o medicamento Propecia a ser o mais utilizado em Portugal para este tipo de problema, mas, de acordo com Luís Horta, o atleta “não solicitou a autorização para o recurso à terapêutica”.
No entanto, Luís Horta esclarece que, mesmo que o pedido tivesse chegado ao CNAD (Conselho Nacional Antidopagem), teria sido recusado, uma vez que “nem em Portugal, nem a nível mundial é autorizado”.
Com este, eleva-se para dois o número de casos de atletas do Benfica a acusarem a presença do mascarante sinasteride, depois de a contra-análise do capitão da equipa de basquetebol António Tavares ter confirmado a presença da mesma substância.
O Benfica já reagiu, através do vice-presidente para as modalidades, Fernando Tavares: “Esta perseguição sistemática ao Benfica conta com o apoio do Secretário de Estado do Desporto”.
“Paulo Barata acusou um mascarante e não um dopante. Ao contrário do que o dr. Luís Horta alegou, o mascarante não serve para encobrir outras substâncias. Não se pode tirar essa ilação”, lamentou.
Estes dois casos estão a agitar as hostes benfiquistas, quer pelo facto de terem ocorrido num curto espaço de tempo, quer por lembrarem um processo bem mais complexo, que foi a suspensão do futebolista Nuno Assis por um ano, depois de ter acusado a substância 19 norandrosterona.
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