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Correio da Manhã

Desporto
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Drogba apaga trauma britânico

O Chelsea conquistou ontem, pela primeira vez na sua história, a Liga dos Campeões, ao derrotar o Bayern de Munique por 4-3, no desempate por grandes penalidades, e depois de ter empatado 1-1 no tempo regulamentar. Didier Drogba apagou o trauma dos ingleses, depois da final perdida em 2008. O avançado costamarfinense não só forçou o tempo extra com um golo como apontou um dos penáltis que fizeram a diferença no final.
20 de Maio de 2012 às 01:00
Bosingwa, com a Taça, conquistou ontem a sua segunda Liga dos Campeões, depois de ter ganho pelo FC Porto em 2004
Bosingwa, com a Taça, conquistou ontem a sua segunda Liga dos Campeões, depois de ter ganho pelo FC Porto em 2004 FOTO: DYLAN MARTINEZ/REUTERS

Os alemães pressionaram, mandaram e atacaram a baliza de Petr Cech durante 90’ enquanto os Blues optaram por um jogo mais passivo, com raras situações de golo, gerindo a condição física dos seus médios e tentando desgastar os avançados adversários.

Foi só a meio da 2ª parte que os atacantes do Chelsea deram um ar de sua graça, depois de várias ameaças da equipa orientada por Jupp Heynckes, que obrigaram David Luiz a trabalhos forçados. O guarda-redes Neuer assustou-se com uma incursão de Drogba e o jovem Contento afastou o perigo já na pequena área. Assim de repente, a deixar os germânicos em sentido.

O crescimento inglês equilibrou a partida, de tal modo que os golos acabaram por surgir para as duas equipas quase ao mesmo tempo. Müller, interventivo, cabeceou com êxito para o fundo da baliza de Petr Cech. Logo depois, Drogba empatou de cabeça na sequência de um canto, estimulando a crença de vitória na sua equipa, que recebeu nessa altura com o ‘suplente’ Fernando Torres.

Um par de iniciativas endiabradas do internacional espanhol deixou no ar a ideia de que as boas emoções estavam para vir no prolongamento. Puro engano. Robben falhou um penálti disparatado cometido por Drogba (sobre Ribéry), sim, mas os ingleses, mais assertivos sobre a bola, não conseguiram aproveitar o desnorte que se apoderou após a falha do holandês, pelo que as decisões arrastaram-se para os penáltis.

Di Matteo chegou a levar as mãos à cabeça quando Neuer defendeu a grande penalidade Mata e depois enganou ele próprio, com um golo, Petr Cech, mas a pontaria dos Blues estava mais afinada e Cech ainda defendeu um penálti.

O desempenho do árbitro português Pedro Proença foi seguro e sem erros graves. Esteve à altura do jogo.

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