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Durou 45 minutos o luto por García

Uma vitória por 3-0 traduz, em princípio, uma superioridade clara da equipa vencedora, mas não foi isso que aconteceu ontem na Luz: o Benfica teve o mérito da alta eficácia dos seus avançados, mas o Nacional criou problemas e situações que justificariam um resultado mais nivelado.

03 de setembro de 2012 às 01:00

Marcaram Cardozo, por duas vezes, e Rodrigo, os dois avançados que a partir da próxima jornada contam com a concorrência de Lima. Mas os golos só surgiram depois de uma primeira parte complicada em termos tácticos, em que correu alguns riscos, não obstante a boa oportunidade perdida por Salvio, que atirou ao poste .

Como se estivesse de luto pela saída extemporânea de Javi García, a equipa apresentou-se triste, sem dinâmica, sem ideias, cometendo muitos erros na saída para o ataque e permitindo sucessivos contra-ataques do Nacional, que só por inépcia dos seus dianteiros não se adiantou no marcador.

Witsel não se entendia com a tarefa defensiva e Carlos Martins mostrava-se uma aposta errada, em detrimento de Matic e Aimar, que ficaram no banco. Acabou por ser a lesão do internacional português a ajudar Jorge Jesus e a desbloquear um segundo tempo de maior coesão colectiva e objectividade ofensiva.

Com Matic no posto central da equipa e Witsel de regresso às suas funções habituais, o Benfica recuperou o equilíbrio e rapidamente chegou ao triunfo, em dois lances com a assinatura de Salvio. No primeiro, deu sequência a uma abertura de Melgarejo, isolando Maxi Pereira para o cruzamento, e no segundo fez todo o trabalho que levou a bola à cabeça de Rodrigo.

O Benfica ainda apontou um terceiro golo no final da partida, por Cardozo, a passe de Aimar, depois de o Nacional ter voltado a apresentar uma interessante reacção, embora sem ponta final. A equipa madeirense, perdeu, mas fez mais remates do que o adversário. n

"VITÓRIA DIFÍCIL MAS BEM CONSEGUIDA"

n "Foi uma vitória difícil, mas bem conseguida, perante um Nacional que nos criou grandes dificuldades no primeiro tempo", disse Jorge Jesus.

O treinador das águias reconhece que a entrada de Matic e a "correcção de alguns posicionamentos" foram decisivos para vencer o jogo. Jesus admitiu alguma ansiedade nos seus jogadores antes do intervalo. "Há responsabilidade nossa, porque queremos sempre ganhar rapidamente. Falei com os jogadores e eles surgiram mais tranquilos", disse. A saída de Javi García já pertence ao passado para Jesus: "O Matic ainda não tem o conhecimento táctico do Javi, mas já está muito próximo. Não vamos falar de quem saiu. Confiamos no Matic, no André Almeida e no André Gomes."

Jorge Jesus confirmou a lesão muscular de Carlos Martins, que, segundo disse, o deve afastar dos trabalhos da Selecção. Já a ausência de Gaitán dos convocados foi justificada pela falta de forma. "Estamos a prepará-lo para outros patamares." n

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