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Correio da Manhã

Desporto

E A PRAIA ALI TÃO PERTO

Foram apenas cerca de 1.500 os adeptos que ontem se deslocaram à Amoreira para assistir ao regresso do Estoril à SuperLiga, mas mesmo esses devem ter ficado arrependidos de ter trocado uma tarde de praia por um jogo de futebol sem a emoção dos golos.
30 de Agosto de 2004 às 00:00
O Capitão vilacondense Gama foge à marcação do estorilista Paulo Sousa
O Capitão vilacondense Gama foge à marcação do estorilista Paulo Sousa FOTO: Jorge Paula
Uma única folha do bloco de notas do repórter foi suficiente para registar as incidências de um jogo mau de mais para ser verdade. O Estoril foi uma sombra da equipa que a época passada brilhou na Liga de Honra e não conseguiu ligar uma jogada nem criar uma ocasião de golo durante todo o encontro. A recente saída do técnico Ulisses Morais pode ajudar a explicar alguma coisa, mas fica a ideia de que ou os canarinhos melhoram muito ou vão passar um mau bocado na SuperLiga.
Os vilacondenses, mais experientes e matreiros, foram melhores, criaram três excelentes ocasiões de golo, e só não ganharam devido à falta de pontaria de Nuno Sousa e também à boa actuação do guarda-redes estorilista Jorge.
Num relvado muito raso e seco, e com algum vento, o que também não ajudou, as duas equipas actuaram em 4x3x3, com o Estoril assumindo mais a iniciativa e o Rio Ave em registo de contra-ataque. Os únicos lances de relativo perigo dos estorilistas tiveram origem em cantos, logo no início do jogo. No primeiro minuto, João Pedro cruzou e Mora interceptou quando Buba se preparava para cabecear. E aos 16’, João Pedro tentou o canto directo com a bola a rasar a trave. E foi tudo.
O Estoril funcionava relativamente bem na defesa, mas na frente Fellahi, Hugo Santos e, principalmente, Luciano, não acertavam uma. O Rio Ave trocava melhor a bola e, aos 18’, na primeira jogada digna desse nome, Nuno Sousa cabeceou ao lado após centro de Saulo. Na segunda parte, acentuou-se a desinspiração estorilista e só deu Rio Ave. Nuno Sousa, aos 52’, viu Jorge negar-lhe o golo e já nos descontos cabeceou a rasar o poste na última ocasião do jogo. O jogo foi fácil de dirigir e João Ferreira não complicou.
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