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Correio da Manhã

Desporto
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E agora algo muito interessante

"Finalmente", afirmou Ronald Koeman, treinador do Benfica. Percebe-se a satisfação do treinador do Benfica, mas a derrota dos franceses de nada servirá se o jogo de amanhã não acabar em vitória sobre a União de Leiria.
17 de Setembro de 2005 às 00:00
E agora algo muito interessante
E agora algo muito interessante
A quarta jornada tem tudo para ser a mais interessante até agora. Os quatro primeiros jogam entre si e o Benfica recebe a União de Leiria para, sem exagero, uma das partidas mais importantes da temporada. Comecemos por aí.
Tempo perdido. Depois do pior início de temporada de sempre, Ronald Koeman precisa de vencer. Amanhã não será um daqueles dias em que é forçoso convencer. Para o treinador holandês somar três pontos será suficiente.
O Benfica chega à quarta jornada em condições inimagináveis, apesar da vitória para a Liga dos Campeões. O treinador derreteu o estado de graça, o campeão encontra-se a oito pontos dos três maiores rivais, que para complicar tiveram um arranque exemplar. Talvez pior do que isto, o Benfica só agora aparenta ter descoberto um onze.
Um facto (além da exibição de quarta-feira e do nascimento da estrela Miccoli) parece jogar a favor do treinador holandês: esta União de Leiria aparenta ser a mais frágil dos últimos anos. Mas nunca fiando: nas duas últimas temporadas os leirienses saíram da Luz sem perder…
Grande promessa. Em condições normais, o Sp. Braga-FC Porto seria uma das partidas mais prometedoras da Liga, até por ambas as equipas chegarem ao jogo em momento invejável. Os da casa sem sofrer golos, o Dragão com o melhor ataque. No entanto, nem tudo são números. E a realidade é diferente.
Sem Delibasic e Cesinha, e quem sabe também sem Hugo Leal, o Sp. Braga perde poder de fogo e isso poderá diminuir a capacidade de resposta de Jesualdo Ferreira. Do outro lado, ao trauma de Glasgow juntam-se as lesões de Pedro Emanuel e Sokota, dois titulares, mais a incógnita em torno de McCarthy e a deficiente condição de Hélder Postiga.
Mesmo assim, este será um muito razoável teste a duas “verdades” deste início de campeonato: o Sp. Braga defende como ninguém e atingiu um equilíbrio que lhe permite discutir tudo com os grandes; o FC Porto caminha para ser o mais notável projecto de futebol ofensivo da Liga, mas apresenta ainda desequilíbrios defensivos que podem ser fatais.
Lição aprendida? O Sporting regressa à Madeira na segunda-feira. Ao contrário do que sucedeu na época passada, este ano a primeira passagem pela ilha foi feliz e permitiu a José Peseiro recuperar da dor europeia. No entanto, por esta altura, a equipa de Manuel Machado é bem superior à de ‘Juca’ e portanto capaz de colocar outro tipo de desafio aos ‘leões’. O maior de todos é perceber se o Sporting já aprendeu a sofrer nestes jogos.
FIGURA: PAULO MACHADO
Este texto devia ser sobre a jornada 4. Mas Paulo Machado fez um golo memorável no domingo passado, frente à Naval, e por isso entra aqui para que fique devidamente registado. Emprestado pelo FC Porto ao E. Amadora, é dos poucos jogadores que têm algo a agradecer a Victor Fernández: foi ele quem o lançou, na 17.ª jornada da época 2004/05.
NÚMERO: QUATRO-GOLOS-QUATRO
Curiosidade de início de época: o FC Porto tem quatro golos marcados por suplentes, três por titulares. Sinal da riqueza que abunda no plantel de Co Adriaanse, algo que está a ser posto à prova mais cedo do que o treinador desejaria.
E OS OUTROS? RESTELO: JOGO ESPECIAL
Para o Belenenses, que joga um futebol muito agradável, poder chegar perto do estatuto do Sp. Braga, por exemplo, precisa de ser mais eficaz em casa. A partida com o Vitória de Guimarães é um bom exercício: se no Restelo morar uma equipa “europeia” este jogo será ganho.
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