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Correio da Manhã

Desporto

E VÃO NOVE(S)... FORA

Neste momento, já foram à vida 50% dos técnicos de primeiro plano em exercício
9 de Março de 2004 às 01:41
É a razia do costume. À 25.ª jornada desta "apagada e vil tristeza" que é a chamada SuperLiga, foi baldeado o nono treinador, ou seja, aconteceu a nona "chicotada psicológica", que é uma forma muito mais elegante de pôr as coisas. Registe-se que, neste momento, já foram à vida 50% dos técnicos de primeiro plano em exercício, o que, somados aos outros quase 50% que estão na estranja, ao serviço de outros futebóis, deixa muito exauridas as nossas reservas de treinadores. Desta vez, a vítima foi um inexperiente mas promissor técnico (falo, claro, de Erwin Sanchez, um inesperado treinador que rendeu Jaime Pacheco no Boavista), que, ao que se disse, pôs a equipa "a jogar melhor futebol que a do seu antecessor" e que, à 8.ª jornada, estava em 4.º lugar, a um ponto do 2.º, que era o Benfica. Mas este despedimento é muito estranho – e eu não quero especular com a "dolorosa " decisão do doutor Loureiro, como ele lhe chamou. Mas Sanchez tem a equipa em 7.º lugar, com nada menos que 36 pontos (mais um que o Beira-Mar, chamado de "equipa-sensação" da prova), não faz ondas, fala pouco, ganha ainda menos, enfim, o que se poderia dizer era que o homem não tinha condições para continuar por muito mais tempo. Foi precisamente isso que disse o presidente do clube quando o pôs na rua por entre os mais rasgados elogios – que ele "não tinha condições para continuar por mais tempo". Quer dizer, o boliviano deve ser o primeiro treinador do Mundo que é despedido por ser cómodo, eficiente e barato…
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