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Correio da Manhã

Desporto
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Engarrafamentos à vista nos acessos ao Estádio

A Brigada de Trânsito (BT) e o Corpo Territorial da GNR vão reforçar, amanhã, os patrulhamentos nos acessos ao Estádio Algarve, de forma a evitar congestionamentos no tráfego, soube o CM junto de fonte ligada à BT.
23 de Abril de 2005 às 00:00
No entanto e apesar dessa medida, que segundo a mesma fonte “não terá carácter de grande excepção, inserindo-se nos cuidados que um jogo como o Estoril-Benfica justifica”, é previsível que se registem alguns engarrafamentos.
Estes não assumirão, contudo, as proporções verificadas aquando do jogo Portugal-Inglaterra, porque nessa altura “as pessoas ainda não estavam rotinadas com os acessos e até as sinaléticas de estrada não eram as mais aconselháveis”, referiu aquela fonte.
“Os maus exemplos do passado e a experiência adquirida com o Euro 2004 – com a realização de vários jogos naquele estádio – permitiram corrigir os erros e consequentemente acertar alguns pormenores e hoje é muito mais fácil aceder ao Estádio Algarve”, salientou.
Na Via do Infante e na EN 125 estão colocados vários sinais de indicação dos acessos ao estádio, o que facilita a vida não só aos automobilistas como aos próprios agentes de autoridade. Estes solicitam, no entanto, aos adeptos que sigam atempadamente para o campo e respeitem as indicações fornecidas. “Se estes cuidados forem aceites, estamos convencidos de que não haverá grandes problemas”, garantiu aquela fonte.
No Estádio Algarve, a segurança ficará a cargo de cerca de 200 militares da GNR, um número inferior ao registado nos jogos do Euro ou no Portugal-Inglaterra, pois embora a presença de cerca de 30 mil pessoas ofereça alguns riscos a circunstância da esmagadora maioria dos espectadores pertencerem a um dos clubes minimiza eventuais situações de conflito. 250 vigilantes colaborarão com as autoridades.
À VOLTA DO JOGO
ENCHENTE
Pela primeira vez o Estádio Algarve deverá ficar completamente cheio. No Portugal-Inglaterra do ano passado eram visíveis algumas clareiras, por razões de segurança, mas agora os 30 mil lugares disponíveis serão utilizados.
TRÊS ANOS
O Algarve não vê uma partida da SuperLiga há três anos: no último jogo disputado na região o Farense bateu o Gil Vicente (3-2), a 5 de Maio de 2002. O Benfica não vinha ao Algarve (oficialmente) desde 26 de Outubro de 2001.
ESTORIL
O Estoril já está no Algarve e ontem efectuou um treino no Brown’s, em Vilamoura (hoje a sessão é no Estádio Algarve). O avançado Arrieta ressentiu-se de lesão muscular antiga e não deverá ser opção para o técnico Litos.
TRAPATTONI GERE ESFORÇO DO PLANTEL
Apesar do encontro com o Estoril ser já amanhã (19h15), Trapattoni orientou ontem uma sessão de trabalho ligeira. Numa fase em que se aproxima uma série de jogos decisivos, o técnico italiano procura gerir o esforço de alguns jogadores, que dão alguns sinais de fadiga física. Desta forma, a maior parte dos jogadores tiveram liberdade de se recriar com a bola e fazer aquilo que bem entendessem. Houve quem jogasse futevólei, trocasse a bola ou fizesse peladinhas.
Ao invés, houve outros que tiveram de trabalhar mais no duro e que foram acompanhados por Trapattoni. Os ‘centrais’ Luisão, Ricardo Rocha e André Luís mereceram atenção especial do técnico, treinando os lances de futebol aéreo. João Pereira efectuou exercícios para melhorar o pé esquerdo, enquanto Delibasic trabalhou os remates à baliza. O ‘capitão’, que tem uma hérnia inguinal, fez apenas corrida ligeira para fortalecer a zona afectada e não agravar mais a lesão. Sendo certo que Trapattoni vai apostar na equipa habitual, a única novidade será a entrada de Bruno Aguiar no ‘onze’, face ao castigo de Manuel Fernandes. O plantel benfiquista realiza hoje de manhã o último treino em Lisboa, no Estádio da Luz, partindo rumo ao Algarve após o almoço.
LITOS ACONSELHA SIMÃO A TER CUIDADO COM LITOS
Litos, treinador do Estoril-Praia, mostrou-se ontem indignado com o teor das declarações de José Veiga, que invocou o ‘sportinguismo’ da equipa técnica dos ‘canarinhos’ para responder a Dias da Cunha sobre alegadas ‘promiscuidades’ entre os clubes. Em declarações prestadas ao CM, o treinador da formação estorilista afirmou sentir-se “muito magoado” por José Veiga ter colocado em causa o seu profissionalismo, tal como dos restantes colegas do ‘staff’ técnico e toda a equipa de futebol. “Sempre estive ao lado da administração da SAD quando o senhor Veiga aqui estava. Por isso sinto uma grande mágoa em ter sido arrastado para esta guerra entre dirigentes, que não me diz respeito”, disse Litos. Sobre o ‘sportinguismo da equipa técnica’ a que José Veiga se referiu, o treinador acrescentou: “O Simão terá de ter muito cuidado se o jogo que tem a fazer contra o Sporting lhe correr mal, pois arrisca-se a ouvir do senhor Veiga comentários sobre o seu passado de formação naquele clube. Ele, tal como eu, cresceu e fez-se jogador no Sporting e agora corre o risco de ver o seu profissionalismo ser posto em causa por esse facto.” Litos fez questão de relevar, de seguida, o percurso exemplar de Simão e a sua entrega ao clube que agora representa. “As pessoas são inteligentes e entendem o sentido destas palavras, pois a última coisa que quero é beliscar quem quer que seja e neste caso até devo dizer que tenho grandes amizades no Benfica. O que não posso deixar passar em claro é que ponham o meu profissionalismo em causa”. finalizou.
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