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Correio da Manhã

Desporto
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Entendo provocações de Mourinho

Luiz Felipe Scolari, na primeira entrevista da Sport TV 2, que ontem se estreou na grelha da TV Cabo, confessou que já lhe “passa ao lado” as ‘provocações’ de Mourinho, que antes do Portugal-Egipto criticou o facto do seleccionador ter chamado os jogadores do Chelsea e não Costinha e Maniche, ambos do Dínamo de Moscovo.
17 de Setembro de 2005 às 00:00
Entendo provocações de Mourinho
Entendo provocações de Mourinho
“Entendo sempre as provocações dele, pois é muito inteligente. Pediu para libertarmos o Ricardo Carvalho, Paulo Ferreira e, na altura, ainda o Tiago, para o Chelsea-Brasil, do próximo Novembro [no mesmo mês Portugal realiza dois jogos particulares]. Ele pediu, nós emitimos o parecer e libertámos os atletas. Ele sabe disso, mas não o diz publicamente. É fácil ele dizer uma coisa, mas existem outras por trás.”
Relativamente ao caso Nuno Valente, Scolari diz que o ex-jogador do FC Porto o contactou antes de tomar a decisão de voltar a representar a selecção após um longo período de afastamento por lesão. “Ele ligou-me e dei-lhe a minha ideia. Disse-lhe que se estivesse em condições, eu chamava-o, pois é um jogador importante. Não é um nota 10, mas sim 6, 7, pois é regular.” Ao mesmo tempo, o seleccionador disse entender a posição do FC Porto. “Ele era um activo do clube, o FC Porto queria que ele jogasse e já havia um antecedente na selecção. Mas, da segunda vez, não foi na selecção, mas sim na preparação do clube para um ‘clássico’.”
Scolari voltou a sublinhar que sempre acreditou no regresso de Figo – é um grande atleta, uma referência e um líder – mas também disse que não esperava o anúncio do abandono de Rui Costa na véspera da final do Euro. “Acho que se precipitou, mas na altura era o que ele sentia. Ainda hoje penso que faz falta. Na altura, apenas podíamos apoiá-lo na decisão.”
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