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Correio da Manhã

Desporto
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Erros de Jacinto Paixão ajudam FC Porto a ganhar

A juíza Ana Cláudia Nogueira terá considerado que Jacinto Paixão, na época passada, poderá ter ajudado o FC Porto a ganhar (2-0) o encontro que disputou, nas Antas, frente ao Estrela da Amadora, a contar para a 19.ª jornada da SuperLiga.
21 de Abril de 2005 às 00:00
Segundo apurou o CM, a magistrada do Tribunal de Gondomar defenderá que o árbitro Jacinto Paixão e os auxiliares José Chilrito e Manuel Quadrado, até ao segundo golo dos “dragões”, prejudicaram o Estrela com erros que interferiram no resultado. Já dos lances que beneficiaram os ‘tricolores’, como alguns foras-de-jogo mal assinalados, a opinião da juíza seria que não tiveram qualquer interferência no desfecho final.
Dos oito erros mais evidentes, Ana Cláudia Nogueira terá destacado uma rasteira de Paulo Ferreira a Semedo (14 minutos), quando este se isolava em direcção à baliza de Vítor Baía. Jacinto Paixão nem falta assinalou. Confrontado com este lance, o árbitro terá referido que, no campo, não apreciou qualquer falta, mas que depois de ver na TV concluiu que, afinal, só não marcou falta por estar mal posicionado.
No minuto 17, é assinalado um ‘off-side’ inexistente a um jogador dos ‘tricolores’. Doze minutos depois, o FC Porto inaugura o marcador, por McCarthy. O golo é alcançado na sequência de um pontapé de canto, que teve origem numa jogada onde Sérgio Conceição parece estar em fora-de-jogo. A dois minutos do intervalo não é sancionado um fora de jogo ao sul-africano e é assinalado uma falta idêntica, duvidosa, aos portistas. Já nos descontos da primeira parte, McCarthy volta a facturar, beneficiando de uma nítida posição de fora-de-jogo.
Quanto ao segundo tempo, a juíza alegadamente sublinha dois foras-de-jogo assinalados aos ‘dragões’ que deixam muitas dúvidas. Além disso, Jacinto Paixão foi complacente com jogadas duras dos futebolistas de ambas as equipas.
Deste rol de erros, nomeadamente os foras-de-jogo, o árbitro da Associação de Futebol de Évora terá lembrado que são lances da responsabilidade dos seus assistentes. Em relação aos golos do FC Porto, Paixão referiu, soube o CM, que estava longe do local das jogadas que deram origem aos mesmos.
Do facto de ter sido complacente com alguma violência dos jogadores terá salientado ser uma situação normal, constituindo uma opção da arbitragem deixar decorrer o jogo.
As explicações que Jacinto Paixão, José Chilrito e Manuel Quadrado não terão convencido a juíza sobre os erros que cometeram no FC Porto-Estrela da Amadora, pelo que foram todos indiciados de um crime de corrupção desportiva passiva, cuja moldura penal prevê pena de prisão até quatro anos.
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