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ESPERAVA JOGAR AINDA ESTA ÉPOCA

Daniel Kenedy está feliz com a decisão tomada ontem pelo Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), segundo a qual a sua pena por acusar ‘doping’ foi reduzida de 18 para 13 meses, podendo o atleta voltar a competir a partir de finais do mês de Junho.
25 de Janeiro de 2003 às 00:00
Ainda assim, o internacional português revelou ao Correio da Manhã que esperava jogar ainda esta época e vai continuar a lutar para provar a sua inocência.

“Fico contente por a pena ter sido reduzida, mas não posso estar satisfeito, pois sou inocente e vou fazer tudo para o provar. A pena é demasiado pesada e impede-me de jogar esta época”, afirmou Kenedy, que admite recorrer desta decisão, depois de consultar os advogados.

“Vou falar com as pessoas do Marítimo e com os advogados. Depois vamos ver e analisar o que ainda é possível fazer”.

Acima de tudo, o que Daniel Kenedy pretende é fazer aquilo que mais gosta, ou seja, jogar futebol. Mas esta redução, apesar de positiva, impede-o de jogar ainda esta época. O atleta vai continuar suspenso até finais de Junho, mas o campeonato termina em Maio. Assim, apenas na próxima temporada, o esquerdino poderá voltar aos relvados.

“A minha esperança era que a pena tivesse sido reduzida para metade e assim dentro de poucos dias estaria a jogar. Gostava de jogar ainda este ano, mas parece que já não vai ser possível. Por isso, esta decisão acaba por ser um pouco decepcionante. Sei que estou inocente e sofri um castigo demasiado pesado. Mesmo treze meses é muito. Resta-me lutar e levar isto até ao fim para provar a minha inocência”, salientou.

Recorde-se que este caso remonta ao final da época passada, em meados de Maio. A selecção portuguesa já tinha viajado para o Mundial da Coreia e do Japão, quando chegou a notícia de que Kenedy (a surpresa de António Oliveira) tinha acusado um controlo positivo por uso de furosemida. O jogador foi suspenso no final desse mês, depois de confirmado que em outros dois controlos, efectuados anteriormente, o atleta acusava a mesma substância: a furosemida, uma substância que elimina vestígios de outras substâncias que melhoram o rendimento físico.

Certo é que o jogador sempre alegou a sua inocência, justificando que a referida substância visava a perda de peso. No passado dia 8 de Novembro a Comissão Disciplinar da Liga aplicou uma pena de 18 meses de suspensão, mas o jogador recorreu para o Conselho de Justiça, que ontem retirou cinco meses ao castigo aplicado anteriormente.
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