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Correio da Manhã

Desporto
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Estoril aguerrido trava campeões

Canarinhos dão o litro durante 95 minutos para travar portistas pouco convincentes
23 de Setembro de 2013 às 01:00
Varela e Babanco em luta pela posse de bola na Amoreira
Varela e Babanco em luta pela posse de bola na Amoreira FOTO: tiago petinha/lusa

O FC Porto perdeu ontem ontem no Estoril os primeiros dois pontos da época, frente a um adversário aguerrido, que após estar a perder (0-1 e 1-2) foi dominado durante largos minutos, mas nunca deixou de lutar. Como prémio, os canarinhos empataram e não se pode dizer que o resultado seja desadequado ao que se passou durante os 94 minutos, mais um extra dado pelo árbitro Rui Silva, um dos protagonistas, pela negativa, da partida da Amoreira.

Os dragões entraram com muita calma a falhar inúmeros passes e só em remates de meia distância é que Vagner foi colocado à prova (no minuto cinco defendeu bem um ‘tiro’ de Lucho). Já os locais aproveitaram as várias perdas de bola dos médios portistas para se aproximarem de Helton. Num desses lances, Rui Silva cometeu o primeiro erro grave, ao não assinalar uma falta de Otamendi, que travou o isolado Luís leal.

Lucho tentou pegar no jogo e aos 19’ assistiu Jackson que, solto na área, mostrou estar em má forma com um mau domínio de bola. Seguiram-se largos minutos de fraco futebol, com lateralizações e passes transviados, até que um erro de Babanco após uma excelente abertura de Varela, permitiu a Licá ficar cara a cara com Vagner e não falhou. Foi um golo caído do céu.

O Estoril não desanimou. Foi timidamente para a frente e o primeiro aviso foi num cabeceamento de Bruno Miguel ao poste, após livre de Evandro. Aos 35’, outro golo caído do céu. Rui Silva inventou um penálti por mão na bola de Otamendi fora da área e Evandro fez o 1-1 restabeleceu a igualdade. Na segunda parte, houve mais emoção. O FC Porto começou por mandar, fruto da ação de Lucho no meio campo e chegou com naturalidade ao 2-1 (66’), por Jackson, após passe magistral do argentino. No minuto seguinte, o capitão portista volta a fazer magia, mas, desta vez, o isolado Varela atirou por cima. Aos poucos, o Estoril equilibrou. Sob a batuta de Evandro e com Luís Leal a dar cabo da cabeça aos defesa portistas, o 2-2 subiu ao marcador: centro de Balboa para Sebá cabecear contras costas de Danilo, a bola sobrou para Luís Leal, que bateu Helton. Paulo Fonseca ainda colocou Quintero, Ghilas Ricardo em campo, mas sempre que os portistas criavam perigo, Vagner estava lá para brilhar. 

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