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Correio da Manhã

Desporto
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EUFORIA NA FIGUEIRA

A alegria que só os grandes feitos permitem tomou conta da Figueira da Foz, ontem à noite, após a vitória da Naval 1.º de Maio sobre o Sporting (1-0), em Alvalade, a contar para a Taça de Portugal. Os festejos da passagem às meias-finais, uma meta inédita para o clube da II Liga, centraram-se junto ao edifício da Câmara Municipal, na avenida Saraiva de Carvalho, onde a equipa foi recebida, com fogo-de--artifício, num ambiente de perfeita ‘loucura’.
10 de Março de 2003 às 00:26
Os relógios marcavam 21h04 quando a euforia atingiu o seu máximo com a chegada do autocarro que transportava os jogadores e a equipa técnica aos Paços do Concelho, onde aguardavam dois mil adeptos verde-brancos.

O treinador Álvaro Magalhães, bastante elogiado pelas gentes da Figueira da Foz, foi o primeiro a sair e enquanto era abafado por sucessivos abraços e felicitações declarou que a vitória sobre o Sporting “foi merecida”. “Estamos todos felizes, mas temos de pensar já no campeonato”, avisou, consciente que a subida de divisão – a Naval está a três pontos do 3.º lugar – ajudaria a confirmar esta como a melhor época de sempre, logo quando o clube comemora 110 anos .

Dois minutos após a chegada, com o hino navalista a ouvir-se bem alto na Avenida Saraiva de Carvalho, os heróis da vitória em Alvalade subiram à varanda do edifício da Câmara Municipal para se juntarem à festa. O avançado francês Coste, o único a marcar na partida, era o mais solicitado. Aprígio Santos, presidente da Naval, confessou ao CM a sua grande felicidade, prometendo que a equipa vai lutar para “ir o mais longe possível“ na Taça de Portugal. A massa associativa já sonha com o Jamor e, quem sabe, a Taça UEFA, como demonstrava o fervor de Henrique Pedro, taxista, 30 anos: “Venha o Porto que leva na tarraqueta!” .
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