Barra Cofina

Correio da Manhã

Desporto

Faltam 4500 árbitros em Portugal

“É ponto assente que o futebol português precisa de cerca 8 mil árbitros, mas nem sequer temos 3.500 em actividade”, afirmou José Manuel Constantino, convidado a apresentar a obra “Re-Arbitragem. O Legado de um Mandato”.
16 de Fevereiro de 2010 às 17:23
Hermínio Loureiro discursa no lançamento do livro
Hermínio Loureiro discursa no lançamento do livro FOTO: João Nuno Pepino

Segundo o ex-presidente da Confederação do Desporto de Portugal, esta realidade deve levar os agentes desportivos a equacionar se “se devem aumentar as competições, o número de jogos, os atletas e os clubes, ou adequar a realidade existente à insuficiência do número de árbitros”.

A escassez dos homens do apito faz-se notar sobretudo ao nível do futebol de formação e amador nos campeonatos organizados pelas associações distritais de futebol, e contrasta com a realidade sublinhada pelo presidente da Comissão de Arbitragem (CA) da Liga, Vítor Pereira, para quem a arbitragem portuguesa tem caminhado no sentido do reconhecimento internacional. Em 2007, Portugal tinha dois árbitros no “Top Class” da UEFA, tendo vindo a aumentar um por ano até 2010, ano em “que esperamos passar a cinco, o número máximo que um país pode ter”.

Vítor Pereira destacou ainda que Portugal passou de 9 árbitros e assistentes em 2009 para 13, em 2009, na Champions League, e de 13 para 22 na Liga Europa, números que espelham o trabalho desenvolvido ao longo destes quatro anos. No livro, a CA traça como objectivo tornar-se a arbitragem portuguesa numa das cinco mais competitivas da Europa.

PORMENORES

CRÍTICAS AOS COMENTADORES

“Por vezes, oiço críticas feitas por ex-árbitros que são um verdadeiro tiro ao alvo a colegas de profissão, que parecem esquecer-se das dificuldades da função que desempenharam”, disse durante a apresentação do livro José Manuel Constantino, frisando que o clima de instabilidade que se cria à volta da arbitragem não é benéfico para o futebol. “Eu fico chocado com algumas coisas que são ditas por quem nada percebe de arbitragem ” disse Hermínio Loureiro, presidente da LPFP, que dirigiu a sua indignação contra alguns comentadores desportivos. “Eu entendo a crítica quando é feita por dirigentes ou atletas, mas não algumas que são feitas por quem não tem qualquer responsabilidade no futebol, a não ser comentar o que não entende”, sublinhou.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)