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Correio da Manhã

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Família de benfiquistas feliz com Alves no Sporting

A cidade de Chaves rejubilou com a chegada de um dos seus ‘filhos’ a um dos ‘grandes’ portugueses. Com a transferência de João Alves para o Sporting, a capital do Alto Tâmega volta a ter, depois do malogrado Fernando Neves (Pavão) do FC Porto, uma estrela na elite do futebol luso.
6 de Setembro de 2005 às 00:00
A mãe, Margarida, e o pai, João, beijam o novo orgulho da cidade de Chaves
A mãe, Margarida, e o pai, João, beijam o novo orgulho da cidade de Chaves FOTO: d.r.
Esta alegria começa, naturalente, na própria família do jovem ‘leão’. Mesmo que os parentes mais próximos sejam adeptos do... Benfica. A preferência clubística da família Alves não é segredo para ninguém na cidade de Chaves. Agora, com João Alves no Sporting, já há quem os apelide de “melancias”: vermelhos por dentro por amor ao Benfica; verdes por fora pelo orgulho no jovem médio.
No quartel dos bombeiros flavienses, onde os pais de João Alves trabalham – o pai, João, é chefe da brigada sapadora de cinco elementos que este ano actuou com um helicóptero de combate aos fogos florestais, no Alto Tâmega – a passagem de João Alves do Sp. Braga para Alvalade foi recebida com grande entusiasmo. “Falou-se muito durante as férias e na pré-época da possibilidade de o João se transferir. Curiosamente, ele, que passou as férias connosco, nunca me pareceu preocupado com isso. Dizia: ‘o que tiver de ser vai acontecer, não vamos precipitar as coisas’. Afinal, provou-se, ele tinha razão”, disse, ao CM, o pai do médio.
A mãe, Margarida Alves, responsável do bar dos bombeiros, emociona-se ao falar do rebento. “Quase já não acreditava que ele se transferisse. Primeiro, falou-se muito de ele ir para o Sporting. Depois de ir para o estrangeiro. Por fim, de um momento para o outro, tudo se precipitou, com a chamada à Selecção e a transferência relâmpago para o Sporting. Estou muito feliz”, disse a matriarca, também ela acérrima benfiquista.
Agora, com o primeiro dérbi da época marcado para o próximo sábado, em Alvalade, o coração está dividido na casa da família Alves. “O resultado ideal para o dérbi era mesmo um empate, porque assim ninguém ficaria triste. Ainda não sei como vou viver com essa emoção sempre que jogarem o Benfica e Sporting. De uma coisa tenho a certeza: o João, dentro de campo, vai ser um profissional a cem por cento, porque hoje o seu amor é o Sporting”, explicou Margarida Alves.
MIÚDO E CAPITÃO
Chegou ao Chaves apenas com oito anos de idade, mas não perdeu tempo e logo se notabilizou com as cores flavienses. O ‘miúdo’, que fez toda a formação no clube da sua cidade, rapidamente conquistou o estatuto de ‘coqueluche’, assumindo-se, ano após ano, como figura central das várias equipas do Chaves. Foi já enquanto júnior que João Alves, símbolo flaviense, foi promovido a capitão. E ninguém o esquece.
APONTAMENTOS
CASAMENTO EM BREVE
João Alves, depois do Sporting, tem já novo contrato em perspectiva. Prepara-se para deixar o clube dos solteiros. “Estão a fazer uma casa em Chaves. Sei que ele gosta muito dela e por isso o casamento pode ser um dos próximos passos. Uma coisa podemos dizer: o amor é imenso”, disse a mãe do médio.
CHAVES DESDE SEMPRE
Aos oito anos, chegou às “escolinhas” do Chaves e ali fez toda a formação, excepção a uma época enquanto iniciado – quando o presidente Castanheira Gonçalves entregou a formação à A.D Flaviense. Regressou e logo se tornou a coqueluche, não estranhando que tenha sido promovido a capitão ainda na equipa júnior. “O vedetismo nunca lhe subiu à cabeça. É tímido, humilde e muito brincalhão. Adorava fazer partidas aos companheiros”.
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