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Correio da Manhã

Desporto
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FAXE DE PAZ EM PLENA 'GUERRA'

O presidente da SAD do Benfica, Luís Filipe Vieira, enviou terça-feira um faxe para as Antas a desejar votos de boa sorte ao FC Porto para o encontro com o Polónia Varsóvia relativo à Taça UEFA.
4 de Outubro de 2002 às 23:05
O teor do documento assinado pelo punho de Luís Filipe Vieira, que antes de ser dirigente do Benfica mantinha relações estreitas com Pinto da Costa, foi o seguinte: “Em meu nome pessoal e de todos os membros do Conselho de Administração da Benfica SAD, desejamos os maiores sucessos para a jornada europeia que se aproxima. Felicidades”.

Um facto banal assume, neste caso, contornos de notícia, porque as relações entre os dois emblemas têm sido marcadas por uma constante “guerrilha verbal”.

Aliás, no mesmo dia em que Vieira desejava boa sorte ao FC Porto, o director de comunicação do Benfica, João Malheiro, atacava Pinto da Costa e José Mourinho, denunciando uma alegada “campanha inqualificável” para obter benefícios com a arbitragem.

Ontem, Malheiro confirmou o envio do faxe para as Antas por parte da SAD, mas sublinhou que o clube Sport Lisboa e Benfica agiu de outro modo.

”O Sport Lisboa e Benfica clube enviou mensagens com votos de boa sorte ao Boavista, ao Sporting e ao Leixões, não tendo feito nenhum envio ao FC Porto.

Uma decisão que fica a dever-se ao tratamento desadequado do presidente do FC Porto relativamente ao presidente do Benfica, Manuel Vilarinho. Acontece que a SAD decidiu enviar mensagens aos quatro clubes portugueses que participaram ontem nas competições europeias, sendo que as mesmas foram assinadas pelo presidente da SAD, Luís Filipe Vieira. Ou seja o tratamento entre SAD não tem necessariamente a ver com os clubes”, disse Malheiro.

''Dois Benficas''

Pinto da Costa aproveitou a deixa e falou na existência de “dois Benficas". "Esta situação dá a entender que o presidente da SAD já não liga muito ao que o porta-voz diz e já nem lhe dá conta daquilo que faz e dos faxes que envia. Mas isso é um problema deles e não meu", disse, não poupando nas críticas a Malheiro e Vilarinho: “Prefiro lembrar-me do Benfica como uma grande instituição liderada por homens que tive o prazer de conhecer como Borges Coutinho e Fernando Martins, entre outros. Com esses presidentes não haveria porta-voz, nem porta-copos, nem porta-bandeiras nem porta o que quer que fosse, que tivesse a possibilidade de criar o tipo de linguagem e este clima que se pretende para o dia-a-dia do futebol".
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