FC Porto: A democracia do golo

Equipa de Sérgio Conceição marcou 16 vezes nos primeiros cinco jogos da época, por onze jogadores diferentes.
Por Mário Pereira|16.09.18
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FC Porto: A democracia do golo
O FC Porto tem o melhor ataque da Liga. Por 13 vezes os jogadores do emblema do dragão gritaram golo nos primeiros quatro jogos do campeonato. Se a este registo somarmos os três tentos obtidos na vitória (por 3-0) alcançada frente ao Desp. Aves, na Supertaça, passa a 16 o total de golos conseguidos pela equipa treinada por Sérgio Conceição neste início de época. O que dá uma média de 3,2 bolas no fundo das redes adversárias. A primeira impressão digital do FC Porto versão 2018/19 é, pois, muito clara: uma equipa de tração dianteira e vocação ofensiva.

Há, contudo, um dado bastante diferenciador na capacidade goleadora deste FC Porto. Os 16 golos marcados até ao momento (o jogo da Taça da Liga de ontem não está aqui incluído) têm onze assinaturas diferentes. Conforme se pode constatar na tabela anexa, são onze (número que corresponde a uma equipa de futebol) os jogadores que nesta época já fizeram o gosto ao pé. Ou à cabeça. Tudo isto em somente cinco jogos, o que confere alguma singularidade ao feito. O ano passado, por exemplo, com um plantel praticamente idêntico, apenas seis jogadores marcaram nos cinco primeiros jogos oficiais do FC Porto.
Vamos a comparações. No Benfica já houve dez marcadores diferentes, neste arranque de época. Mas em oito jogos, ou seja, em mais 270 minutos de futebol. Já o Sporting, nos quatro encontros oficiais realizados até agora (todos na Liga) apenas tem quatro jogadores como marcadores de golos.

Reina, pois, uma espécie de democracia do golo na equipa do FC Porto. Uma situação que tem a ver com as rotinas criadas durante os treinos. Há mais jogadores a surgir em posição de finalização, o que indicia grande dinâmica de conjunto. Mas também uma grande rotatividade nas escolhas do treinador. Existe ainda um outro dado que confere maior expressão aos números aqui apresentados: Marega, jogador nuclear na estratégia ofensiva do FC Porto na época passada, esteve afastado nos primeiros três jogos. Terá sido isso que obrigou o FC Porto a mexer-se de outra maneira? Também, seguramente.

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