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Correio da Manhã

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Federer regressa às meias-finais em Paris

No mesmo dia em que se celebrou a passagem de dois anos sobre aquela que continua a ser, até hoje, a única derrota de Rafael Nadal em Roland Garros (quarta ronda de 2009), Roger Federer viu passar o mesmo período de tempo para regressar às meias-finais do Grand Slam parisiense.
31 de Maio de 2011 às 20:18
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roger federer, roland garros, ténis, paris FOTO: Ian Langsdon/EPA

Campeão há dois anos, e derrotado nos quartos-de-final de 2010, o tenista suíço de 29 anos retomou a "normalidade", fruto do triunfo conseguido sobre Gael Monfils pelos parciais de 6-4, 6-3 e 7-6(3). Federer continua sem ceder qualquer partida nesta sua 13ª participação em Roland Garros - algo de que nenhum outro dos participantes ainda em prova se pode gabar -, e depois de defrontar um adversário alérgico ao queijo, encontrará agora o mais recente ser humano intolerante ao glúten, Novak Djokovic.

Para lá de ser o quarto encontro que ambos irão disputar entre si na presente temporada - vencendo sempre Djokovic - essa será também a terceira meia-final consecutiva que ambos discutirão em provas do Grand Slam. E também aí, é o sérvio quem leva vantagem no frente-a-frente, tendo ganho no Open dos Estados Unidos de 2010 e no último Open da Austrália. Como se isso não bastasse, "Nole" surgirá diante de Roger Federer com quatro dias de descanso nas pernas, depois de ter visto Fabio Fognini abdicar do compromisso dos quartos-de-final.

Os restantes semifinalistas da competição sairão dos embates Robin Soderling-Rafael Nadal e Andy Murray-Juan Ignacio Chela, ambos agendados para esta quarta-feira, a partir das 14 horas locais (mais uma em relação a Portugal Continental).

MURRAY SEM MULETAS E GARANTE "QUARTOS"

Contrariamente a Federer/Monfils, esta terça-feira foi o dia em que Andy Murray confirmou a sua passagem aos quartos-de-final de Roland Garros. Reatado o encontro interrompido na véspera por falta de luz natural, o escocês regressou ao court Suzanne Lenglen na companhia de Viktor Troicki e se jogou durante mais 66 minutos. O tempo exacto para ficar concluído e último set, confirmando assim em definitivo a reviravolta operada no marcador pelo número quatro mundial. Murray, depois de perder os dois primeiros sets, recuperou a igualdade, dormiu com o tornozelo direito completamente "anestesiado" pelos anti-inflamatórios, e voltou ao court para fechar os parciais finais de 4-6, 4-6, 6-3, 6-2 e 7-5, num total de 3h56m.

Após a conclusão do encontro, obviamente, os humores variaram conforme o protagonista. Logo à saída do court, naturalmente que a curiosidade em torno do estado físico de Andy Murray era grande, e o próprio descreveu o mesmo assim: "tenho mais comprimidos dentro de mim do que o Ozzy Osbourne". Em conferência de imprensa, mais detalhado, lá explicou ter sido sujeito a "radiografias, ultra-sons e ecografias que revelaram uma pequena rotura, mas que deverá permitir continuar em prova. Queriam que andasse de muletas, mas recusei. Nem sequer sei como se utilizam...". Já Viktor Troicki destacou o facto de esta ser a derrota mais difícil em toda a carreira", confessando ter sentido algum nervosismo adicional com a perspectiva de poder vir a enfrentar nos quartos-de-final Juan Ignacio Chela.

BARTOLI ANULA DUELO DE CAMPEÃS

Na vertente feminina, dois encontros individuais animaram a jornada, deles saindo a primeira dupla de semifinalistas da edição de 2011 de Roland Garros. O duelo inaugural do court Philippe Chatrier esteve perto de oferecer a despedida da campeã em título, Francesca Schiavone. Frente a Anastasia Pavlyuchenkova, a veterana transalpina chegou a enfrentar uma desvantagem de 1-6 e 1-4, mas acordou a tempo. Beneficiou também de alguma inexperiência da sua opositora, que terá acusado o facto de pela primeira vez estar a disputar os quartos-de-final de um Grand Slam. Recuperada a marcha do marcador, com um set para cada lado, foi depois a vez de Schiavone vacilar também ela, desperdiçando o avanço de 5-2 na decisiva partida. A russa de 19 anos ainda chegou ao 5-5, mas viria a perder novamente o seu serviço, para depois de Schiavone fechar com os parciais finais de 1-6, 7-5 e 7-5.

Aos 30 anos, a tenista italiana fica assim a um triunfo apenas de voltar a jogar a final de Roland Garros, acusando já nesta fase da competição algum desgaste físico. "Simplesmente não me podia baixar, tal era a dor nas pernas, mas foi na mesma um beijo", explicou aos jornalistas, quando questionada pelo facto de não ter beijado directamente a superfície do court Philippe Chatrier, como sempre faz após as vitórias mais épicas.

Agora nas meias-finais, espera por Schiavone... Marion Bartoli, gorando assim a possibilidade de um duelo entre duas campeãs de Roland Garros na penúltima fase da competição. A tenista francesa encontrou a melhor forma de celebrar a sua 400ª vitória profissional num triunfo em apenas dois sets sobre Svetlana Kuznetsova, derrotando a vencedora de 2009 do Grand Slam parisiense, pelos parciais de 7-6(4) e 6-4.

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