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Federica Pellegrini despede-se "em paz" das piscinas após fazer história em Tóquio 2020

Campeã olímpica dos 200 metros livres em Pequim 2008 e vice-campeã em Atenas 2004, despede-se sem uma última medalha.
Lusa 28 de Julho de 2021 às 09:46
Federica Pellegrini
Federica Pellegrini FOTO: Reuters
A lenda italiana Federica Pellegrini vai abandonar as piscinas "em paz", depois de ter participado hoje na quinta final olímpica consecutiva nos 200 metros livres em Tóquio2020, um recorde em Jogos Olímpicos.

"Parto em paz depois de ter vivido tantos momentos incríveis. Foi uma bela viagem, que adorei do início ao final", declarou na zona mista a nadadora italiana, depois de ter sido sétima na final ganha pela australiana Ariarne Titmus.

Campeã olímpica dos 200 metros livres em Pequim2008 e vice-campeã em Atenas2004, a recordista mundial da distância vai despedir-se dos Jogos Olímpicos sem uma última medalha.

"Quando toquei na parede, disse para mim mesma que tinha acabado. Aceitei que a primeira parte da minha vida parou", revelou, excluindo um regresso à competição após a sua última prova em Tóquio2020, os 100 metros, uma distância que não é a sua favorita.

Pellegrini assegurou que a decisão é definitiva, lembrando que, em 05 de agosto, vai cumprir 33 anos.

"Este é o momento certo. E terminar numa final olímpica, é o ideal. Estou muito feliz. Na realidade, esta é a final mais tranquila que alguma vez nadei. Esta manhã, quando me levantei, estava verdadeiramente serena. Estou satisfeita com o meu percurso e por terminar desta maneira", reconheceu.

A italiana, muito aplaudida à entrada para o Centro Aquático de Tóquio, entrou hoje na história ao tornar-se a primeira nadadora a disputar uma quinta final olímpica na mesma distância, depois de Atenas2004 (prata), Pequim2008 (ouro), Londres2012 (quinta) e Rio2016 (quarta).

Aos 32 anos, a 'Divina', como é carinhosamente apelidada pelos seus compatriotas, foi apenas sétima na final, mas manteve intacto o seu estatuto de recordista mundial dos 400 livres -- detém a melhor marca mundial desde que, em julho de 2009, nadou em 1.52,98 minutos.

"Trabalhámos tanto nestes últimos meses para viver isto e não posso ter qualquer arrependimento, sei que não poderia ter feito melhor. E já chega, porque não quero chorar", concluiu.

AMG // PFO

Lusa/Fim

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