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Correio da Manhã

Desporto
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FIFA retira ameaças a Portugal

A FIFA decidiu anular a reunião do seu Comité de Emergência que estava marcada para hoje e da qual poderia sair a decisão de suspender a Selecção Nacional e os clubes portugueses envolvidos nas competições europeias, no âmbito do chamado processo Mateus.
14 de Setembro de 2006 às 00:00
Esta medida é vista na Federação Portuguesa de Futebol (FPF) como uma aceitação tácita dos argumentos apresentados pelos responsáveis federativos no sentido de fazer ver que está reposta a “jurisdição dos órgãos da justiça desportiva no futebol português”. Gilberto Madaíl, presidente da FPF, considerou a decisão da FIFA “uma consequência lógica. Mas estava mais satisfeito se nunca tivesse acontecido este problema”, adiantou.
Ao CM, o vice-presidente federativo Amândio de Carvalho, explicou que “a tomada de posição da FIFA não invalida que novas ameaças venham a surgir. Para já, o que temos a certeza, e isso eles informaram-nos, é que o Comité de Emergência não vai reunir-se e isto já é em sim mesmo um óptimo sinal e um sintoma de que tudo pode ficar como está”.
Apesar deste afrouxar de corda por parte da FIFA, o caso Mateus continua a ser seguido muito de perto pelo organismo que tutela o futebol mundial. “Eles vão continuar a seguir o caso de perto e na reunião do Comité Executivo de dia 15 [amanhã] vão analisar a situação do futebol português. Para já, tudo está mais calmo, mas no caso de o Tribunal Administrativo decidir avançar com providências cautelares ou decisões ainda mais fortes, tudo pode voltar à estaca zero”, esclareceu Amândio de Carvalho. Também Gilberto Madaíl está convencido de que a reunião do Comité Executivo irá deixar tudo como está: “Não prevejo que venha nada daí.”
PSD CRITICA FIFA
Entretanto, os eurodeputados do Partido Social Democrata (PSD) acusaram ontem a FIFA de violar o direito europeu em assuntos como o caso Mateus e solicitaram à Comissão Europeia que tome medidas. José Silva Peneda, deputado europeu social-democrata, diz que a FIFA, “ao proibir, em certas circunstâncias, os clubes de recorrer aos tribunais comuns, está a violar um princípio geral comum às Constituições dos Estados-membros da União Europeia”. Peneda argumentou ainda que “o direito de recorrer aos tribunais comuns é um direito fundamental de qualquer cidadão”.
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