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Correio da Manhã

Desporto

FIM A CINCO ANOS DE JEJUM

O FC Porto garantiu uma vitória sobre o Boavista no Estádio do Bessa, onde já não vencia há cinco épocas. Um triunfo inquestionável e justo dos portistas, frente a uma equipa axadrezada que foi uma sombra daquilo a que nos habituou nos últimos anos.
2 de Setembro de 2002 às 23:58
Não foi propriamente um bom jogo o que nos ofereceram os dois vizinhos da Invicta. Exceptuando os minutos finais da primeira parte - o portista Costinha apontou o golo com que o FC Porto saiu em vantagem no marcador para o segundo tempo e o axadrezado Éder cabeceou ao poste da baliza de Nuno a poucos segundos da recolha para o intervalo -, o aguardado “derby” traduziu-se por inúmeras paragens, muitas faltas e poucos lances perigosos.

Mourinho surpreendeu ao colocar Nuno na baliza – Baía ficou de fora alegadamente por lesão – , e estreando Tiago, que deu outra consistência ao meio-campo “azul e branco”, com Deco, à sua frente, a brilhar, pautando todo o jogo ofensivo dos dragões.

Apostando num modelo assente no 4x4x2 - com Deco a ocupar o vértice mais adiantado do losango central, enquanto Costinha jogou à frente da defesa - e privilegiando o “pressing” em todo o campo, os portistas obrigaram o adversário a sucessivos erros.

Respondeu ainda na primeira parte Jaime Pacheco com a entrada do veloz Cafú para a frente de ataque, mas os resultados foram nulos perante uma defesa intransponível. A ténue reacção do segundo tempo não teve grandes consequências, dado que os axadrezados nunca foram capazes de apresentar argumentos para chegar com êxito à baliza de Nuno.

Apesar de “durinho”, o jogo só contou com duas expulsões, por mútua agressão: Derlei e Éder.

Baltemar Brito (Adjunto FC Porto)

“Fomos os melhores em campo. Os jogadores interpretaram bem as ideias de Mourinho”

Ricardo (Guarda-redes Boavista)

“Isto não foi jogo nenhum. Teve muitas paragens e há dois pénaltis a nosso favor que não foram marcados”

Nuno

O guarda-redes regressou ao campeonato português com uma exibição segura. Depois de um longo período em Espanha, o agora guardião do FC Porto aproveitou da melhor forma a ausência de Vítor Baía. Com uma exibição sóbria e eficiente, fez esquecer o camisola número 99.

Espectáculo

Depois de toda a expectativa em torno do 'derby' da Invicta, não faltando o fogo cruzado entre dirigentes, esperava-se muito mais deste primeiro grande duelo da época. Tanto o Boavista como o FC Porto estiveram muito aquém daquilo que podem e devem fazer.
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