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Correio da Manhã

Desporto
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FIM DO SONHO PARA JARDEL

Sem alternativas, em virtude de terem ontem encerrado as inscrições em Espanha, o destino mais apetecido, o avançado brasileiro está num beco sem saída: ou cede e regressa ao Sporting, ou arrisca-se a ficar inactivo e, consequentemente, à mercê das sanções que o emblema “leonino” possa entretanto adoptar.
2 de Setembro de 2002 às 23:33
Para já, e porque o jogador está notificado para se apresentar ao corpo clínico do Sporting no dia 10 do corrente mês, a SAD prefere não tomar qualquer posição, apesar de José Veiga, representante do jogador, estar debaixo de fogo.

Aliás, a confirmar-se o cenário da não-comparência do atleta - o próprio já sugeriu que a não-transferência poderia implicar a sua ida para o Brasil -, a suspensão do seu salário, até agora assegurado pela empresa que gere o futebol verde-e-branco, será uma realidade.

Ontem, ao longo de todo o dia, persistiram os rumores indiciando contactos e pseudo-abordagens entre “leões” e emblemas espanhóis, mas o final do dia serviu para elucidar todas as partes envoltas no processo. A SAD não recebeu oficialmente qualquer proposta para a compra dos direitos desportivos de Jardel, como referiu Miguel Ribeiro Telles, presidente da SAD, ao início da noite.

“Não houve qualquer proposta. Mantém-se o que foi dito pelo administrador-delegado, José Eduardo Bettencourt”. Em Alvalade, o final da “novela”, “das falsas promessas que afinal ficaram por cumprir”, não surpreendeu.

‘Empresário é o culpado’

Por entre críticas a José Veiga, Manolo Vidal garantiu que o “plantel está receptivo para receber Jardel”. “Admiro-me e lamento que após mais de dois meses de promessas, com nomes como Real Madrid e Barcelona, tudo tenha terminado com uma proposta irrisória.

Existem motivos para grande desilusão. Aliás, fico preocupado com os jogadores do mesmo empresário. A serem tratados assim, não arranjam colocação”, referiu o director para o futebol, responsabilizando José Veiga por toda a situação. “Foi o empresário que o colocou nesta situação. Jardel confiou absolutamente e o resultado está à vista”, sustentou.

Aquele responsável garante que há condições para o regresso do jogador, apesar de toda a mágoa que assola a massa associativa. “Não houve ao longo de todo este tempo uma única razão para fundamentar a atitude de Jardel.

A massa associativa, que tanto o acarinhou, está magoada e sentida. Não posso falar em nome do clube, mas penso que embora magoados todos estarão dispostos a perdoá-lo”.

Restará agora saber qual o próximo passo de uma estratégia de colocação há muito indefinida. Alvalade é a única porta aberta para o melhor marcador europeu da última época. E agora Jardel?
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