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Correio da Manhã

Desporto
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FINAL EM SUSPENSO

O campeão do Estoril Open já rubricou alguns recordes na relva do All England Club. Depois de ter ganho o primeiro título ATP da sua carreira (e, até agora único) na terra batida do Jamor, David Nalbandian tornou-se no primeiro argentino a atingir as meias-finais do mais famoso torneio do Mundo e no segundo tenista a atingir as meias-finais na primeira participação em Wimbledon após John McEnroe (1977), mas ontem esteve muito perto de estabelecer nova marca ao colocar-se em vantagem por dois sets a zero na meia-final face ao belga Xavier Malisse...
5 de Julho de 2002 às 22:48
Só que, após alguns problemas respiratórios, Malisse logrou elevar o seu nível e venceu os dois sets seguintes. Com o resultado em 7-6 (7/2), 6-4, 1-6 e 2-6, o juiz-árbitro optou por adiar para hoje a realização do 5.º set, já que eram 21h00 e a falta de luz natural tornava-se evidente - a chuva que ontem se fez sentir não só atrasou o início da jornada como ainda forçou a várias interrupções e remeteu mesmo a segunda meia-final para o court 1. Assim, um único set determinará o segundo finalista individual masculino - depois do australiano Lleyton Hewitt ter batido o inglês Tim Henman por 7-5, 6-1 e 7-5 na primeira meia-final.

O desfecho deixou toda uma nação inconsolável: é que o herói local quedou-se pela penúltima fase da competição pela quarta vez nas últimas cinco edições, falhando novamente a missão de se tornar no primeiro britânico finalista em Wimbledon desde Bunny Austin em 1938. A própria rainha tinha a sua agenda livre para este fim-de-semana no caso de haver um inglês na final, mas Henman foi claramente derrotado... e hoje deverá ser ridicularizado pelos tablóides sensacionalistas, que não apreciam nada o seu comportamento demasiado formal e a aparente tendência para tremer nas grandes ocasiões.

TÍTULO FRATERNAL

A Imprensa sensacionalista britânica não tem quaisquer escrúpulos. E outro dos temas que seguramente vai estar em foco hoje e amanhã será o de um eventual arranjo familiar para determinar previamente quem irá ganhar a final feminina desta tarde (14h00) entre as irmãs Williams.

Há alguns anos que a suspeição corre no circuito sempre que as manas jogam entre si e algumas jogadoras não se coibem de lançar insinuações para o ar, embora referindo sempre que não têm provas. Mas o certo é que as Williams são claramente as duas melhores jogadoras da actualidade e vão jogar a terceira final entre si nos últimos quatro torneios do Grand Slam. Venus ganhou no Open dos EUA em Setembro último e há um mês foi a vez de Serena vencer em Roland Garros. Se a alternância for respeitada, hoje será a vez de Venus, que assim somará o terceiro título seguido em Wimbledon.

Na quinta-feira, a francesa Amélie Mauresmo considerou que mais uma final cem por cento Williams não era boa para o ténis feminino, já que se estava a tornar numa situação demasiado repetitiva num reduzido espaço de tempo. Por enquanto, o interesse mantém-se e haverá mesmo muita especialmente atenta em dissecar o duelo fratricida de hoje, em busca de algo estranho que confirme a teoria da combinação...
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