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Correio da Manhã

Desporto
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FPF ASSUME RESPONSABILIDADE

O problema já não é novo. A questão dos prémios de jogo, já aquando do Mundial, deu problemas, com jogadores e directores a efectuarem reuniões entre si e a chegarem a acordo. Na altura, a FPF insistiu na existência de um entendimento verbal com o ex-ministro do Desporto, José Lello, no sentido de os prémios de jogo ficarem isentos de impostos. Só que o Governo já não era o mesmo e o problema arrastou-se.
20 de Outubro de 2002 às 00:12
Com a questão por resolver, a revolta entre os jogadores da selecção fez-se notar, de novo, no último estágio. No Restelo o verniz estalou, acabando o frasco por transbordar na Suécia, com as declarações de Luís Figo que mais não quis dizer do que “cumpram o que prometeram”. Madaíl prometeu – em 1998 – que pagava os impostos sobre os prémios de jogo e no recente estágio da selecção, ainda em Lisboa, reiterou esse propósito.

Assim, e apesar de fonte próxima da FPF ter referido ao CM que “será assumida a sua quota parte da responsabilidade”, a verdade é que também disse que “todas as partes [FPF, jogadores e Governo] têm responsabilidades”.

A FPF já encetou troca de ofícios com as Finanças para tentar resolver a questão, mas a verdade é que, segundo apurámos, ainda não obteve qualquer resposta governamental. Quanto à importância a liquidar, segundo a mesma fonte, “é bem menor do que aquela que veio a público [1.3 milhões de Euros]”.

Segundo apurámos, a verba ronda um milhão de euros, resultante dos descontos que incidiram em apenas metade do valor total dos prémios, ao abrigo do estatuto especial dos atletas de alta competição. Todavia, o pagamento terá de ser efectuado de uma só vez e foi tributado à taxa máxima: 40%.

A FPF vai tentar a um acordo com Estado para o pagamento, mas, seja como for, tendo em conta a promessa feita aos jogadores, é o primeiro responsável pela liquidação da verba.

Passos de Madaíl

PROGRAMA É A 'BÍBLIA'

Na tomada de posse da nova direcção da FPF, que tem lugar amanhã, na Figueira da Foz, Gilberto Madaíl, vai assumir o discurso directivo para dizer aos agentes do futebol, que o programa que apresentou em campanha eleitoral, vai ser a “bíblia da nova direcção”.

REUNIÃO NA PGR

Na terça-feira, a direcção da FPF, vai reunir-se com o procurador-geral da República, com o propósito de aquilatar, tal como o CM já deu à estampa, o número de processo e se existem investigações em curso, na sequência das palavras menos abonatórias da magistrada Maria José Morgado.

Clássico pelo seleccionador

O ‘clássico’ que se joga hoje nas Antas está a ganhar outros contornos. Fora das quatro linhas, Benfica e FC Porto também parecem querer esgrimir forças no que diz respeito à escolha do futuro seleccionador nacional. Luís Filipe Vieira, presidente da Benfica, SAD, parece estar ao lado de Manuel José, apesar do comunicado que ontem fez circular, onde atribui à FPF a responsabilidade da escolha do técnico.

Por sua vez, Pinto da Costa (FC Porto) ‘apoia’ Fernando Santos, como, também ontem, voltou a deixar bem explícito ao afirmar taxativamente: “É evidente que escolhia Fernando Santos”. Neste jogo de forças, o Benfica deverá levar a melhor sobre os ‘dragões’, uma vez que Manuel José é o técnico que, apesar de receber alguns votos federativos contra, continua a reunir a preferência de Gilberto Madaíl.
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