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Correio da Manhã

Desporto
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Frederico Gil alvo das atenções

Ainda com uma diferença horária de menos quatro, será em plena noite portuguesa (21h00) que Frederico Gil faz hoje a sua estreia no milionário Masters de Miami. O melhor tenista português de todos os tempos, de novo solidamente instalado no Top 100 (84º), discute diante do chileno Paul Capdeville (actual 146º, quase um ano depois de ter atingido o seu melhor registo: 76º) o apuramento para a segunda ronda do evento que decorre na ilha de Key Biscayne.
24 de Março de 2011 às 00:54
Frederico Gil
Frederico Gil FOTO: David Santos

Não se pense, porém, que o facto de Capdeville estar mais de meia centena de lugares abaixo do sintrense na hierarquia mundial, e de ter sido obrigado a passar pela fase de qualificação (dois encontros ganhos), transfere para o discípulo de João Cunha e Silva o maior grau de favoritismo. Há pouco mais de um mês, o actual número um chileno levou a melhor sobre Gil – 2-6, 6-0, 7-6 (8/6) -, na última ronda da fase de qualificação do torneio de Acapulco, no México. Um encontro disputado numa superfície de terra batida, bem diferente do cimento onde vai acontecer o reencontro entre ambos.

No dia em que completa 26 anos, Frederico Gil será felicitado por muita gente. Mas uma coisa é certa: será para ele um dia em cheio se esses parabéns lhe chegarem em dose dupla…

Delpo na antecâmara do Estoril Open

Após o ponto final no calvário de dez meses sem competir que marcou a sua carreira na época passada, Juan Martín del Potro continua a impressionante cavalgada num ranking ATP em que ocupava a 485ª posição no final do passado mês de Janeiro. O argentino surge esta semana o 51º lugar, depois do título em Delray Beach – o primeiro desde 2009 – e das meias-finais no Masters de Indian Wells.

E é precisamente em torno da classiifcicação de Delpo que se alimenta uma interessante expectativa, tendo em conta a sua participação no Estoril Open (25 de Abril a 1 de Maio). O campeão do US Open’09 beneficiou do chamado ranking protegido para entrar directo no torneio português, “vestindo” o dorsal nº5 usado quando iniciou um longo período de inactividade que o levou a ser operado ao pulso direito, em Maio do ano passado. Mas essa benesse não lhe confere o estatuto de cabeça-de-série, na semana pós-Páscoa, no Jamor. Caso apresentasse o ranking (90º) que detinha à data do fecho das inscrições, seria recambiado para o quarto lugar da lista de espera.

Optando por iniciar a campanha europeia da terra batida em Portugal, em vez de o fazer, por exemplo, em Monte Carlo ou Barcelona, Del Potro sabe que a passagem por Miami será decisiva na corrida a um lugar entre os oito cabeças-de-série no Estoril Open. Com a vitória, ontem, na primeira ronda do Masters que decorre na Florida, está tecnicamente dentro do Top 50 e, como tal, bem lançado para fazer parte dos tais oito pré-designados, evitando cruzar-se prematuramente com os dois jogadores mais cotados que nos visitarão: o sueco Robin Soderling (4º) ou o espanhol Fernando Verdasco (9º).

Ontem, após o triunfo, por um duplo 6-4, sobre o brasileiro Ricardo Mello, o agora número quatro argentino fez questão de lembrar: “Ainda estou a melhorar de jogo para jogo”. Pela amostra daquilo de bom que já foi capaz de produzir nas últimas semanas, em especial no recente Masters de Indian Wells, está consciente que mais cedo ou mais tarde será capaz de se “aproximar do nível dos jogadores que estão no Top 10”. Sem pressa, o simpático tenista de 1,98m, cuja alcunha está ligada à sua terra natal - “Torre de Tandil” – reconhece que “quantos mais encontros disputar” melhor perspectivas terá relativamente ao “futuro, após o regresso e depois de ter recuperado a confiança” no seu jogo.

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