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Fundamental não é ganhar mas fazer um bom jogo

Jesualdo Ferreira tratou das eventuais feridas psicológicas que o pesado resultado de Liverpool possa ter causado aos seus jogadores. Retirou-lhes pressão, elogiou-os e motivou-os para uma partida que antevê como difícil.

01 de dezembro de 2007 às 00:00

– Analisou com os jogadores o encontro de Liverpool?

– Falei com eles sobre o jogo de Liverpool e expliquei-lhes que o resultado não foi justo e que fizemos um bom jogo. Reconheço, todavia, que cometemos erros na parte final.

– Depois da derrota em Inglaterra, é fundamental ganhar na Luz?

– Na ‘Champions’, a derrota de Liverpool não tem qualquer consequência relevante. Ficou tudo na mesma. Fundamental é fazer um bom jogo. Agora, vamos à Luz sabendo que vamos defrontar uma grande equipa.

– Mas o jogo de Liverpool aumentou a pressão na sua equipa...

– Deixemos Liverpool. Quanto à pressão, a existir, é uma pressão positiva, não uma pressão negativa. E isso, por vezes, é bom. A equipa fica mais unida, colectivamente mais forte. Sabemos que estamos à frente. Por outro lado, temos pela frente um Benfica motivado e que vai tentar encurtar distâncias para o líder do campeonato. Isso é normal.

– A pressão sobre o Benfica é negativa?

– Não sei, eu não sou do Benfica.

– Vai fazer alterações na sua formação?

– Talvez, amanhã vocês vão ficar a saber.

–Na época passada a exibição do FC Porto foi elogiada. Vai usar a mesma estratégia?

– A atitude vai ser a mesma, a estratégia não sei.

– O FC Porto está fragilizado fisicamente pela quantidade de jogos agora efectuados?

– Temos, de facto, feito jogos em grande densidade e competitividade, na ‘Champions’ e na Liga, com jogadores envolvidos em jogos das selecções dos respectivos países. Estas coisas pagam-se, mas parece-me que o FCP tem correspondido.

REGRESSA LIMA E SAI FARIAS

A entrada de Leandro Lima e a saída de Ernesto Farias são as únicas mudanças na lista de convocados dos azuis e brancos. Deste modo, o atacante argentino volta de novo para a bancada, pois Jesualdo Ferreira prescinde do seu contributo para o encontro de hoje, preferindo a capacidade de desestabilização da equipa adversária que o médio brasileiro Leandro Lima possa causar se ou quando necessário.

Helton e Nuno são os guarda-redes, Bosingwa, Bruno Alves, Pedro Emanuel, Stepanov, Marek Cech e Fucile. Para o meio-campo e frente de ataque os convocados foram Kazmierczak, Leandro Lima, Mariano González, Ricardo Quaresma, Hélder Postiga e Lisandro Lopez.

CLÁSSICOS DO PASSADO: DEFESAS E GOLEADORES (Por André Pipa)

Pepe marcou na época passada e Luisão pode inspirar-se no exemplo de Humberto Coelho. Nuno Gomes nunca marcou ao Porto na Luz e Lisandro ambiciona igualar McCarthy e Deco

DEFESAS E GOLEADORES

Nos últimos 30 anos houve 12 defesas que marcaram golos na Luz – têm a palavra Luisão, David Luiz e Bruno Alves (entre outros), sendo que Pepe marcou para o Porto na época passada (1-1); antes dele é preciso recuar a 98-99 (1-1) para encontrar outro defesa goleador, o benfiquista Bruno Basto. Do lado portista, Jorge Costa é o único defesa que até hoje marcou um golo vitorioso na Luz (assinou o 2-1 em 96-97). Pelo Benfica, Humberto Coelho e Pietra são os mais certeiros (dois golos).

NINGUÉM COMO ÁGUAS

Nuno Gomes nunca marcou ao Porto na Luz. Nenhum benfiquista – nem Eusébio! – marcou tantos golos ao Porto em Lisboa como José Águas. Entre 1950 e 1962, Águas completou nove jogos a marcar, num total de 13 golos, com quatro “bis” pelo meio. Em tempos mais recentes, os mais inspirados foram Nené e Rui Águas (quatro golos), tendo o filho do recordista assinado um inesquecível “hat-trick” em 1987.

ARAÚJO, DECO E BENNI

Do lado do Porto, o recordista de golos em Lisboa é Araújo: na década de 40, este avançado fez 5 golos em 7 visitas ao Benfica. Segue- -se Teixeira (anos 50), com 4 golos. Recentemente, Fernando Gomes marcou dois golos nos anos 80, Kostadinov outros dois nos anos 90 e McCarthy (1-0, 2004- -05) e Deco (1-0, 2002- -03) foram os últimos a cantar vitória na Luz. O único jogador a marcar na Luz pelos dois clubes em jogos de campeonato foi o ucraniano Serguei Yuran. Fez um golo pelos encarnados em 1992 (2-3) e marcou pelo Porto no empate (1-1) de 1994.

BENFICA: VERMELHO VIVO (Por João Malheiro)

Sonoros ainda os ecos do encontro da família benfiquista a pretexto do lançamento do meu livro das glórias garridas. Sonoros os ecos, empolgante a atmosfera. Há optimismo crescente no universo da nossa afeição.

Quis um acontecimento tão desafortunado na minha vida – a morte do meu pai, ocorrida na madrugada de ontem – que o clássico de hoje fosse secundarizado nas minhas preocupações. Ainda assim, dirigiram-se-me dezenas de correligionários da causa rubra, eles também incapazes de trazer um embate à colação.

Os SMS trocados, no dia de ontem, com o Rui Costa, o Nuno Gomes ou o Petit, contacto com Luís Filipe Vieira, outros mais, dizem bem do meu convencimento num dia de cenário vermelho-vivo. E, para meu conforto, deles também.

FC PORTO: DRAGÕES MAIS FORTES (Por Júlio Magalhães)

Quem tivesse chegado a Portugal na quinta-feira e acom-panhasse as grandes manchetes dos jornais, sobretudo os desportivos, ficava com a nítida sensação de que o Benfica apresenta-se mais moralizado e mais forte que o FC Porto mercê de estar à frente do campeonato e apurado para a Liga dos Campeões. Ora, convém lembrar que o cenário está desvirtuado. O FC Porto está isoladíssimo na frente do campeonato e em primeiro lugar no seu grupo da ‘Champions’.

Espero que o FC Porto, com melhores jogadores e muito mais forte que o Benfica, entre na Luz para ganhar e não com a convicção de que importante é não perder. E confirme aquilo que é uma evidência: em Portugal é a única equipa “europeia”.

A PSP vai destacar 610 agentes para o clássico Benfica-FC Porto, sendo a parte mais delicada da operação a vigilância de 2200 adeptos visitantes.

NEWCASTLE SEGUE ALVES

Bruno Alves está na agenda do Newcastle. O técnico dos ‘magpies’, Sam Allardyce, observou o central no jogo do FC Porto com o Liverpool.

NERVOSISMO

Jesualdo Ferreira denunciou algum nervosismo na conferência de imprensa de ontem, que despachou em breves minutos. A sua atitude, porém, terá sido mais como defesa para as insistentes perguntas dos jornalistas sobre Liveropool.

ENGANADOR

Uma das questões para que Jesualdo alertou os seus jogadores é que por vezes as opiniões sobre os jogos são influenciadas pelos golos sofridos. Ora, o professor acha o resultado de Liverpool enganador e passível de perturbar a análise.

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