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Futebol não é nada

O técnico português do Chelsea foi convidado por Shimon Peres para participar em diversas acções relacionadas com o futebol. Distinguiu jovens palestinianos e israelitas e marcou um golo pela paz.

28 de março de 2005 às 00:00

José Mourinho ‘saltou’ ontem do banco e deu o seu contributo pela paz, com a sua visita a Israel, a convite de Shimon Peres – vice-primeiro-ministro e laureado duas vezes com o Prémio Nobel da Paz –, a monopolizar as atenções e a alertar para o problema vivido no Médio Oriente.

“O mundo do futebol comparado com as pessoas que lutam pela paz não é nada. As pessoas que lutam diariamente pela paz é que são os verdadeiros heróis”, referiu José Mourinho no final do Torneio da Paz que reuniu cerca de 200 jovens no eVinter Stadium, que alinharam em equipas mistas de israelitas e palestinianos. Um bom exemplo de coexistência e de amizade.

Depois de observar os mais jovens, coube a Mourinho a distinção aos mais talentosos com medalhas, mas o prémio maior, o da Paz , esse foi mesmo para todos.

Sempre rodeado de seguranças, o treinador português conseguiu cativar os mais jovens, que, apesar da distância, olhavam para ele com admiração. A Imprensa local (cerca de 150 jornalistas) acompanhou bem de perto todos os passos de Mourinho, numa visita digna de um chefe de Estado, mas o técnico do momento teve ainda tempo para visitar o Muro das Lamentações (onde pediu como desejo dois triunfos consecutivos na liga inglesa) e o Jardim das Oliveiras.

Acompanhado pelo empresário da FIFA Jorge Mendes e pelo seu assessor Eládio Paramés, Mourinho conquistou os israelitas com a sua simpatia, não se coibindo de trocar de roupa e mostrar os seus dotes futebolísticos num jogo entre israelitas e palestinianos e o Centro Peres. Aliás, com as cores de Shimon Peres, o técnico mostrou toque de bola e boa condição física.

O Centro Peres para a Paz, que tem como objectivo criar um ‘Novo Médio Oriente’, é um organismo criado em 1996 e trabalha com crianças israelitas e palestinianas. A paixão pelo futebol, faz com que este seja esse um veículo privilegiado para transmitir a mensagem da paz. Mourinho prossegue hoje a sua visita.

JOE COLE AGRADECE

O médio Joe Cole foi um dos melhores na vitória da Inglaterra sobre a Irlanda do Norte e após o jogo agradeceu a José Mourinho por ter acreditado nele. “Devo muito a José Mourinho. O Chelsea é um grande clube para se estar, o melhor do país e estou encantado por Mourinho ter depositado tanta fé em mim e me ter ensinado tanto”, afirmou.

CUDICINI QUER SAIR

O guarda-redes do Chelsea, Carlo Cudicini, de 31 anos, não está satisfeito por ser suplente no Chelsea e pondera sair do clube no final da época. “Tenho de pensar em mim. O Chelsea tem sido uma boa experiência e tenho apreciado a minha estada em Londres, mas sei que há clubes interessados em mim”.

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