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Futuro de Carlos Teixeira nas mãos do procurador

O futuro do magistrado Carlos Teixeira no ‘Apito Dourado’ está nas mãos do procurador Gonçalo Eleutério Silva, coordenador do Ministério Público de Gondomar, a quem Valentim Loureiro pediu o afastamento do titular do caso.
29 de Maio de 2006 às 00:00
Carlos Teixeira continua à espera de uma decisão
Carlos Teixeira continua à espera de uma decisão FOTO: António Rilo
Todas as hipóteses se encontram em aberto, até a continuidade do mesmo procurador adjunto. Gonçalo Eleutério da Silva pode indeferir o pedido de recusa de Carlos Teixeira, incidente levantado por Valentim Loureiro, ou então deferir a solicitação do autarca e dirigente desportivo, afastando Carlos Teixeira definitivamente do caso ‘Apito Dourado’, processo que por essa razão está suspenso. Neste último caso, Eleutério Silva só tem duas hipóteses: ou avocar o processo bem como a intervenção da Procuradoria da República de Gondomar já na instrução do caso ou distribuir o processo ao outro magistrado do MP que conhece bem o caso, para além de Carlos Teixeira.
Pedro Quelhas, procurador adjunto em Valongo, a comarca que integra o Círculo Judicial de Gondomar, coadjuvou já o seu camarada Carlos Teixeira, assinando ambos a acusação do caso ‘Apito Dourado’ em Janeiro de 2006. Caso se opte pelo afastamento de Carlos Teixeira, Pedro Quelhas é o magistrado em melhores condições de substituir o titular das investigações, segundo o CM apurou junto do MP.
A Procuradoria Geral Distrital do Porto já fez saber que não vai interferir no incidente de recusa de Carlos Teixeira, por a situação ser da competência exclusiva do procurador que está a coordenar o MP/Gondomar, Gonçalo Nuno Eleutério Silva, cuja competência – especialmente na área criminal – tem sido elogiada, desde sempre, por todos os superiores hierárquicos.
PROVA DE FOGO PARA ELEUTÉRIO
Gonçalo Nuno de Matos Eleutério Silva, que no próximo dia 9 de Junho completará 50 anos de idade, tem muita experiência na área criminal e o caso ‘Apito Dourado’ é a prova de fogo. Natural de Porto de Mós, distrito de Leiria, Gonçalo Nuno é casado com uma procuradora da República, do Tribunal de Trabalho da Maia, Maria José Guimarães Eleutério Silva.
Licenciado em Coimbra, estagiou na Marinha Grande nos anos de brasa do Verão Quente, em 1975, mas abraçou a magistratura, no Ministério Público, já na década de 80. Destacou-se no Tribunal de São João Novo e foi mais tarde para o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Porto, onde trabalhou com Alípio Ribeiro, actual director nacional da Polícia Judiciária, que nunca lhe poupou elogios.
QUELHAS SEM ANTICORPOS
Pedro Quelhas, procurador adjunto em Valongo, é amigo de Carlos Teixeira, magistrado titular do caso ‘Apito Dourado’, com o qual colaborou ao longo dos últimos meses no processo, tendo também assinado a acusação em Janeiro de 2006.
Pedro Luís da Silva Santos Quelhas, transferido em Setembro de 2005, de Gondomar para Valongo, de 43 anos, é natural da Maia. Anteriormente, Quelhas trabalhou em Trás-os-Montes. Ao contrário de Carlos Teixeira, o procurador adjunto Pedro Quelhas conseguiu passar discretamente no ‘Apito Dourado’, não tendo qualquer caso de inimizade com Valentim Loureiro que possa de algum modo comprometer a isenção no processo.
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