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Correio da Manhã

Desporto
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GANHAR E PERDER NAS ALAS

Assim, só um benfiquista cego ou um analista pouco isento pode esperar mais do que desilusão frente ao Inter
9 de Março de 2004 às 01:43
A ideia de que é nas alas que se ganham e perdem cada vez mais jogos tem tanto de gasta como de desperdiçada. Mas, mesmo sem promessa de dizer nada de novo, impõe o tema a última vitória do Benfica – e, mais do que isso, o desafio contra o Inter de Milão. Camacho insistiu na poupança que o condenou frente ao Nacional da Madeira, só que desta vez teve a sorte que lhe faltou nas ilhas e beneficiou da ausência do fatal Adriano (líder merecido da lista de melhores marcadores). Porque a verdade é que, desde da recepção o FC Porto, e mesmo pressionando e criando sucessivas oportunidades, os jogadores do Benfica não são capazes de atingir os níveis mínimos que a camisola exige. Assim, só um benfiquista cego ou um analista pouco isento pode esperar mais do que desilusão frente ao Inter. Vale aos ‘encarnados’ a magia do futebol: jamais há vencedores antecipados. E é aí que entra o jogo pelas alas. Foi assim que nasceram o golo que traiu o Rosenborg e os dois que arrumaram o Gil Vicente e – mesmo com a equipa italiana desfalcada e muito longe dos tempos dourados de Klinsmann e C.ª – dificilmente haverá melhor caminho para seguir em frente na Taça UEFA. O Inter vem jogando em 3-4-3, um sistema que – consigam os ‘encarnados’ controlar Javier Zanetti e Helveg – favorece um 4-4-2 clássico com dois jogadores bem encostados às laterais. Mas só isso não chega, é fundamental trabalhar no miolo do meio-campo. E nisso Tiago, Petit e mesmo Fernando Aguiar são melhores do que Zahovic. Camacho decide.
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