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Correio da Manhã

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Gil protege-se antes do Estoril Open

Após ter cimentado a permanência no Top 100, ao atingir a segunda ronda do Masters de Miami, Frederico Gil está de partida para Casablanca, onde na próxima semana será um dos principais cabeças-de-série do ATP 250 marroquino. A seguir, joga o qualifying do Masters 1000 de Monte Carlo e depois a participação no challenger de Nápoles também serve para regressar o mais tarde possível a casa, de modo a proteger-se da inevitável pressão que irá encontrar este ano num Estoril Open em que surgirá como vice-campeão.
31 de Março de 2011 às 11:04
Frederico Gil está de partida para Casablanca
Frederico Gil está de partida para Casablanca FOTO: David Santos/ Record

A ideia de jogar um torneio da “segunda divisão” na semana que antecede a presença no Jamor (25 de Abril a 1 de Maio) foi tomada em conjunto com o treinador João Cunha e Silva. “Decidimos abdicar do qualifying de Barcelona [fim-de-semana de 16 e 17 de Abril] e optamos pelo challenger de Nápoles, onde o Frederico entra directo. Se as coisas correrem bem, chegará ao Estoril Open em cima do início do quadro principal. Temos de ser realistas e perceber que não seria lá muito cómodo estar alguns dias em Portugal e sentir que ele seria alvo de muitas solicitações que lhe poderiam afectar a preparação e a concentração para esse importante e inédito desafio de defender uma final de um ATP World Tour”, fez questão de explicar Cunha e Silva.

Uma vez mais, o coordenador técnico do CETO demonstra uma grande argúcia na defesa dos interesses dos seus protegidos, em particular de Frederico Gil, cuja ligação entre ambos levou o sintrense a tornar-se no nosso melhor tenista de todos os tempos. Por outro lado, nunca será de mais sublinhar que o lisboeta é o treinador mais bem sucedido de sempre do ténis português, pelo menos a trabalhar em Portugal, pois, por exemplo, Sérgio Cruz já levou, em tempos, o norte-americano Jim Courier ao Top 10, e António van Grichen teve um grande sucesso recente no WTA Tour, principalmente com a bielorrussa Victoria Azarenka, ajudando-o também a integrar-se nas dez melhores do ranking.

Recorde-se que Frederico Gil tem 150 pontos a defender no Jamor e, mesmo que consiga assinar boas campanhas no Mónaco e em Itália, corre sempre o sério risco de sair do Top 100, no caso de sofrer uma derrota prematura no Estoril Open. Convém ainda referir que se não for capaz de assegurar a manutenção entre os cem melhores, o actual 84º jogador mundial corre também o risco de não entrar directo no quadro principal de Roland Garros.

As próximas três semanas serão, por isso, decisivas no seu futuro imediato. No entanto, a passagem por Miami aumentou-lhe os níveis de confiança e permitiu-lhe recarregar as baterias. Foi muito acarinhado pelos portugueses que residem naquela que é uma das cidades mais cosmopolitas do planeta. Para além da parte competitiva, os dias que passou em Miami foram preenchidos com importantes sessões de treino, alguns inesquecíveis momentos de lazer e ainda ajudou a angariar fundos para as vítimas do sismo e maremoto que, no passado dia 11 de Março, assolou o Japão. Tal acto ocorreu na passada sexta-feira, no court central, e junto de quatro dezenas de tenistas do ATP e WTA – como por exemplo Robin Soderling, Kim Clijsters ou Vera Zvonareva -, envergou uma t-shirt vermelha com a bandeira do Japão estampada na frente. Nas bancadas recolheu donativos junto do público, com uma bola de ténis gigante onde os espectadores colocavam o respectivo dinheiro.

MARDY FISCH É O NOVO NÚMERO UM NORTE-AMERICANO

Amigos, amigos negócios à parte. Este bem pode ser o lema de Mardy Fish que na próxima segunda-feira vai ultrapassar Andy Roddick no ranking ATP e tornar-se – imaginem!... – no número um norte-americano na hierarquia mundial.

Tal facto deriva de dois importantes acontecimentos: a derrota de Roddick logo a abrir um torneio em que defendia o título – vai cair da 8ª para, ao que tudo indica, a 15ª posição – e a qualificação, ontem, de Fish para as meias-finais, numa altura em que ocupa exactamente esse 15º lugar e ainda lhe falta adicionar os pontos somados até agora.

Fish ganhou, por 7-5 e 6-3, a David Ferrer (6º), mas o espanhol actuou debilitado fisicamente, por “ter comido muito antes do encontro e não ter feito convenientemente a digestão”, como fez questão de explicar o valenciano… de barriga cheia.

O adversário de Fish nas meias-finais será Novak Djokovic. O sérvio venceu, diante do sul-africano Kevin Anderson (6-4, 6-2), o 22º encontro seguido na actual temporada. O sérvio sentiu, finalmente, algumas dificuldades neste torneio em que conquistou o primeiro grande título da sua carreira, em 2007, poucas semanas antes de erguer o troféu no Estoril Open.

Esta quinta-feira serão conhecidos os restantes semifinalistas a apurar nos encotros: Rafael Nadal (Espanha)-Tomas Berdych (Rep. Checa) e Roger Federer (Suíça)-Gilles Simon (França).

KIM CLIJTERS AFASTADA DA DEFESA DO TÍTULO

Menos de 24 horas depois de ter estado 2h17 no court para se impor à sérvia Ana Ivanovic e salvar cinco match points, num encontro de grande intensidade física e emocional, em que esteve, recorde-se, a perder por 1-5 na terceira partida, a belga não resistiu à bielorrussa Victoria Azarenka. Em apenas dois sets (6-3, 6-3), a actual campeã do US Open e do Open da Austrália despediu-se do torneio em que também era rainha.

Azarenka vai discutir o acesso à final diante da russa Vera Zvonareva – vencedora da polaca Agnieszka Radwanska, por 7-5 e 6-3 -, enquanto a outra semifinalista será conhecida esta quinta-feira, quando terminar o confronto entre a russa Maria Sharapova e a alemão de origem bósnia Andrea Petkovic.

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