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Correio da Manhã

Desporto
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GILBERTO MADAÍL: HÁ QUE SABER PERDER

O secretário de Estado da Juventude e Desporto, Hermínio Loureiro, anteviu ontem em entrevista à TSF que o castigo da FIFA a João Pinto, por alegada agressão a um árbitro, "não deverá ser tão severo e violento" como se fosse definido durante o Mundial2002.
29 de Junho de 2002 às 23:28
Trata-se de um processo que conheceu ontem novos desenvolvimentos, depois do jornal “A Bola” ter divulgado a defesa enviada à FIFA pelo próprio jogador: após a tese do empurrão dada pelo Sporting, o jogador, que apresenta como atenuante o facto de este ter sido o primeiro cartão vermelho directo da sua carreira internacional, garante que o contacto físico aconteceu, inadvertidamente, durante a confusão gerada após a sua expulsão, quando se procurava libertar, não tendo tido qualquer intenção de agredir o árbitro.

"O facto da sanção disciplinar da FIFA [a João Pinto] não ser dada durante o Mundial e ser tomada depois em Zurique, à luz dos meios desportivos, pode indiciar um castigo não tão severo e violento", salientou Hermínio Loureiro, que lembrou os problemas de comportamento dos jogadores vividos no jogo frente à França no Euro2000 - que resultou na suspensão de Abel Xavier, Nuno Gomes e Paulo Bento - e no Mundial, defendendo que "tem que se saber perder" e pediu o surgimento "de uma nova cultura desportiva".

Sobre o "relatório Boronha" e os casos nele relatados, que culminaram com demissão de António Oliveira, o secretário de Estado do Desportocaracterizou a polémica instalada como "uma questão interna da Federação Portuguesa de Futebol (FPF)" e que, como tal, "deve ser discutida internamente", mas deixando, contudo, uma crítica: “Mantos de crispação em nada beneficiam o fomento do Desporto".

Sobre o Euro2004,Hermínio Loureiro referiu que "Portugal tem de vencer a batalha da organização" e levar a cabo "o melhor Europeu de sempre". Hermínio Loureiro confessou ainda que não deu nenhum “puxão de orelhas” ao presidente da FPF, Gilberto Madaíl, na reunião realizada na sexta-feira, que contou ainda com o ministro adjunto José Luís Arnaut. “Ninguém puxou orelhas a ninguém. Tratou-se de uma reunião de trabalho, muito importante porque foram analisados alguns temas e perspectivou-se o futuro”.
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