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Correio da Manhã

Desporto
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Golo super-sónico vale liderança

Voltar à liderança da Liga com uma curta vitória em Barcelos, por 1-0, com um golo super-rápido de Lucho González, foi o que conseguiu o FC Porto ontem à noite a fechar a 12.ª jornada.
29 de Novembro de 2005 às 00:00
 Ricardo Quaresma protege a bola do gilista João Pedro, num relvado empapado pela chuva
Ricardo Quaresma protege a bola do gilista João Pedro, num relvado empapado pela chuva FOTO: António Simões/Lusa
Num campo difícil devido à chuva, que caiu durante os 90 minutos, o resultado foi melhor que a exibição, mesmo que o Gil Vicente só no cair do jogo tivesse ameaçado seriamente a baliza de Vítor Baía.
Para azar do Gil, António Costa não viu um penálti ainda na primeira parte contra o FC Porto que poderia ter dado outro cariz ao jogo.
O FC Porto entrou literalmente a ganhar, com um golo de Lucho na primeira jogada do jogo – estavam decorridos 30 segundos –, cabeceando um cruzamento de Ricardo Quaresma do lado esquerdo. Melhor começo não podia ter sido, mas no resto da primeira parte teve mais posse de bola que o Gil Vicente, com algumas jogadas a ameaçarem perigo, mas sem nenhum remate à baliza.
Mais coerentes no seu jogo, pressionando à frente, os gilistas o melhor que conseguiram foi um lance de provável penálti não assinalado quando César Peixoto derrobou Carlitos (39’).
O FC Porto com o meio-campo em dificuldade para assumir o jogo, num relvado empapado pela chuva insistente, tinha em Ibson e Jorginho duas unidades que andavam perdidas, enquanto Carlitos e Nandinho obrigavam César Peixoto a cometer muito erros defensivos. Apesar disso, no contra-ataque, Lisandro Lopez perdeu duas boas oportunidades para marcar. Mas o 4x3x3 do FC Porto era curto, sobretudo a meio-campo, onde se concentrava e partia daí para ataques rápidos a que faltava invariavelmente a finalização.
Não espantou que Ibson saísse ao intervalo, mas não se esperaria tanto a entrada de Diego naquele relvado tão difícil. Mas o brasileiro nem se saiu mal numa segunda parte a que o FC Porto continuava a apostar mais no contra-ataque, perdendo a grande oportunidade de fazer o 2-0 quando Ricardo Quaresma se isolou, mas Jorge Baptista soube esperar o momento certo para defender a bola. O Gil Vicente meteu mais avançados e esteve perto do golo em dois lances nos derradeiros cinco minutos. Primeiro, por Leandro Netto, em que Lisandro tirou a bola na linha de golo, e, depois, por Gregory, a cabecear por cima.
POSITIVO: LUCHO E BRUNO TIAGO
Num terreno muito difícil houve jogadores que actuaram muito bem, nomeadamente Lucho González, que apontou o golo decisivo aos 30 segundos, e Pepe, por manter cem por cento de eficácia no jogo aéreo que foi o que houve em grande parte em Barcelos, no lado do FC Porto, e o guarda-redes Jorge Batista que tirou o pão da boca a Lisandro e Quaresma em jogadas grandes quando estes seguiam isolados e Bruno Tiago que fez de tudo atrás e à frente, numa disponibilidade física assinalável para além de grande lucidez no seu posicionamento quer a ligar o jogo da equipa.
NEGATIVO: IBSON E JORGINHO
Co Adriaanse fez regressar Ibson ao meio-campo e só o aguentou até ao intervalo, tão estava o brasileiro perdido no jogo e sem dar a assistência devida a César Peixoto que também, sobretudo na primeira parte, errou demasiado. Outra má exibição no FC Porto foi a de Jorginho que também teve dificuldades em perceber o tipo de jogo e onde se deveria posicionar.
No todo, aliás, o FC Porto teve uma exibição com muitos iatos, perdendo o controlo do jogo muitas vezes. Valeu-lhe dois defesas centrais muito certos e a ineficácia do ataque do Gil Vicente que só nos últimos cinco minutos teve verdadeiras oportunidades para marcar.
FICHA DO JOGO
Local: estádio Municipal de Barcelos (4.812 espectadores)
Árbitro: António Costa (Setúbal)
GIL VICENTE: Jorge Baptista, Edson (Rovélio, 61m), Gregory, Marcos António, João Pedro, Braima (Leandro Netto, 61m), Bruno Tiago, Willams, Nandinho (Luís Coentrão, 84m), Carlos Carneiro e Carlitos. Treinador: Ulisses Morais.
FC PORTO: Vítor Baía, Bosingwa, Pepe, Pedro Emanuel, César Peixoto, Lucho González, Ibson (Diego, 46m), Paulo Assunção, Ricardo Quaresma, Jorginho (Alan, 84m) e Lisandro (Hugo Almeida, 86m). Treinador: Co Adriaanse.
Marcador: 0-1, Lucho González (1m)
Acção disciplinar: Amarelos - Paulo Assunção (66m), César Peixoto (88m)
Melhor jogador: Lucho González
BÉTIS NA PISTA DE POSTIGA
O Betis parece ter entrado no rol de interessados em receber Hélder Postiga por empréstimo e, apurou o CM, poderá tentar selar um acordo com o FC Porto e o jogador já nos próximos dias.
Os sevilhanos, apostados em contratar um avançado para fazer face à lesão de Ricardo Oliveira, estarão na disposição de pagar ao FC Porto uma verba ligeiramente acima dos 500 mil euros pela cedência do atacante até final da época.
E em aberto estará também a possibilidade de compra, no final da temporada e por um valor a rondar os 3,5 milhões de euros, do passe de Postiga. Mas nem só o Betis está na corrida pelo internacional luso. O interesse de Marselha e Mónaco está longe de se esfumar.
PORTO JÁ PAGA DIOGO VALENTE
Diogo Valente, internacional sub-21 dos quadros do Boavista, vai ser jogador do FC Porto, prevendo-se que possa reforçar o plantel de Adriaanse já em Janeiro, aquando da reabertura do mercado de transferências.
É certo que o negócio não foi ainda anunciado ou oficializado, mas, segundo o CM apurou, o Boavista está já a retirar dividendos da venda do jovem extremo-esquerdo. Tudo porque os ‘dragões’ já começaram a pagar ao vizinho do Bessa parte do valor acordado para a transferência, assegurando desta forma o seu concurso.
Entretanto, o futuro do lateral-direito Sonkaya poderá passar pelo Bessa, desconhecendo-se, contudo, se incluído no negócio de Diogo Valente.
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