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Correio da Manhã

Desporto

Golos é connosco!

Ninguém marca golos como os portugueses, na Europa. E no Mundo inteiro, só os brasileiros nos superam, por um golinho (após os 5-0 de ontem, ao Chile).
5 de Setembro de 2005 às 00:00
Mas têm mais sete encontros realizados, pelo quem em termos de média, o melhor ataque até é o português (3,33/jogo contra 1,93/jogo) . O registo de 30 tentos em nove jogos da fase de apuramento faz da Selecção nacional a segunda mais concretizadora de todas as que lutam por um lugar na fase final do Mundial, a disputar na Alemanha.
Foi a ainda fresca goleada imposta ao Luxemburgo que catapultou a turma das quinas para o segundo lugar desta lista de luxo, que antes de sábado era comandada pela República Checa, com 28 golos. Uma situação que não deixa de ser paradoxal em relação à realidade do futebol nacional, frequentemente a braços com já estafada ‘crise dos goleadores’.
O CM falou com alguns notáveis marcadores de golos da história do futebol português e chegou a algumas conclusões. Como por exemplo esta: há neste momento um conjunto de valores que contribuem para o actual estado de graça, independentemente do facto de o grupo de Portugal ter várias equipas fracas. De resto, estas selecções ditas ‘menores’ estão distribuídas por todos os grupos, ou seja, ‘facilidades’ há para todos. Outra conclusão a que se chega é que esta situação tem a ver com sistemas de jogo, pois se repararmos bem, Pauleta e Hélder Postiga são os dois únicos pontas-de-lança da lista de marcadores. E representam apenas um terço do total de golos obtidos. É quase a história do caçador que não tem cão e caça com gato: perante a escassez de goleadores, o futebol português adaptou-se bem aos tempos que correm, fazendo os seus criativos surgirem com frequência nas zonas de finalização.
VISÃO DOS AVANÇADOS
“A capacidade goleadora da Selecção deve-se aos bons valores que a compõem. Não só na área, com Pauleta ou Postiga, mas no apoio ofensivo, com Figo ou Ronaldo. O futebol português está bem servido neste aspecto e isso reflecte-se nas frequentes goleadas da Selecção, desde há uns anos.” Fernando Gomes
“A selecção nacional tem um modelo de jogo muito próprio, com um ponta-de-lança e muitos criativos no apoio. Isso resulta numa forma de jogar dinâmica e que dá bons resultados ofensivos. Continuamos a não ter muitos pontas-de-lança, mas a classe dos C resolve os jogos.” Manuel Fernandes
“As pessoas estão enganadas quando dizem que o fundamental numa equipa são os pontas-de-lança. Também são importantes, mas o fundamental é todo o conjunto. Na selecção portuguesa até os defesas-centrais marcam. Isso é reflexo da forma como os jogadores trabalham e acreditam.” José Augusto
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