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Correio da Manhã

Desporto
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Gripe A no desporto

O alarme já disparou. Os planos de contingência estão em curso. Alguns clubes e Federação Portuguesa de Futebol já compraram Tamiflu, o medicamento mais eficaz para combater a doença.
18 de Julho de 2009 às 00:00
Os jogos podem ser disputados à porta fechada
Os jogos podem ser disputados à porta fechada FOTO: d.r.

Os casos de gripe A (H1N1) sucedem-se a um ritmo alucinante. A preocupação é geral, mas os clubes e as entidades que regem o desporto em geral e o futebol em particular já iniciaram os planos de contingência para travar, ou pelo menos atenuar, aquela que já é considerada a pandemia do século XXI.


Segundo o virologista Pedro Simas, investigador do Instituto de Medicina Molecular, os meses mais propícios para o desenvolvimento e propagação do vírus são entre Setembro e Março. “São os mesmos da época sazonal da gripe. Os meses húmidos são mais propícios à propagação”, disse ao Correio Sport.

É precisamente nessa altura que o campeonato de futebol está ao rubro e que as modalidades de pavilhão começam. A movimentação de pessoas de vários pontos do País e os grandes aglomerados de gente funcionam como o veículo de propagação do vírus. Por isso, nos planos de contingência está a ser ponderada a realização de jogos à porta fechada ou, inclusive, a sua anulação.  

A Federação Portuguesa de Futebol já admitiu a compra de Tamiflu para qualquer eventualidade com jogadores da Selecção, que defronta no dia 12 de Agosto o Liechtenstein (jogo particular) e completa a fase de qualificação para o Mundial de 2010 até Outubro. Vai à Dinamarca e Hungria (5 e 9 de Setembro) e recebe a Hungria e Malta (10 e 14 de Outubro).


O Correio Sport sabe também que os principais clubes portugueses já compraram os medicamentos para combater este flagelo e no plano de contingência têm alertado os atletas para os perigos do contágio, optando por viagens em voos charter, lavarem as mãos com frequência e evitarem os restaurantes e todos os locais com grandes aglomerados de pessoas.

PAVILHÕES MAIS PERIGOSOS

“Os recintos fechados são ainda mais propícios à disseminação da doença. Muita gente junta aumenta substancialmente as hipóteses de contágio”, disse o virologista Pedro Simas ao Correio Sport. As modalidades ‘indoor’ correm assim o risco de serem disputadas à porta fechada.  Além disso, os principais campeonatos (futsal, voleibol, andebol, basquetebol e hóquei em patins) começam na época sazonal da gripe.

HERMÍNIO AINDA ESPERA PELA AUDIÊNCIA

O presidente da Liga de Clubes não esconde a sua preocupação com a gripe A mas o seu pedido de uma audiência com a ministra da Saúde ainda não obteve resposta. Assim, o plano de contingência para o início do campeonato nacional de futebol está em ‘stand-by’. “Movimentamos 90 mil pessoas por fim-de-semana e queremos estar em concertação com o Ministério da Saúde”, disse, admitindo apenas “querer estar preparado”.

NOTAS

MÉXICO: JOGOS SEM PÚBLICO

O México, o primeiro país a registar casos humanos de gripe A, chegou a realizar jogos à porta-fechada. O plano de contingência obrigou as pessoas a ficarem em casa.

SAIBA MAIS

45 milhões de euros disponibilizados pelo Governo português para a compra de três milhões de vacinas para combater a gripe A.

30  percentagem da população que poderá receber a vacina. Os grupos de risco – crianças e idosos – terão prioridade mas haverá uma reserva para ser usada por quem necessitar.

SINTOMAS

Os sintomas da gripe A são idênticos aos de uma gripe normal. O sinal de alarme deve ser dado caso a febre seja elevada. Mesmo assim, não deve recorrer aos hospitais, antes optar por contactar a Linha Saúde 24.

PREVENÇÃO

A prevenção é a palavra de ordem. Respeitar o plano de contingência do Ministério da Saúde é fundamental para atenuar o aparecimento de novos casos.

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