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Guga quer comemorar título do Masters de Lisboa

No próximo mês de Dezembro cumprem-se dez anos desde que o brasileiro Gustavo Kuerten conquistou, no Pavilhão Atlântico, a Masters Cup e ascendeu ao primeiro lugar do ranking ATP, encerrando a temporada de 2000 como campeão mundial.
27 de Março de 2010 às 18:31
Gustavo Kuerten
Gustavo Kuerten FOTO: Miguel Barreira

Hoje, em Miami, Guga falou em exclusivo para o Correio da Manhã, no final de uma conferência de Imprensa em que foi tornada pública a realização de uma acção de recolha de fundos para as vítimas dos sismos e do tsunami no Chile. Tal irá acontecer no próximo sábado, após a final feminina do torneio que se joga em Key Biscayne, e inclui um encontro de pares Kuerten/Jim Courier (EUA)-Fernando González (Chile)/Andy Roddick (EUA).

“Será muito importante perpetuar essas duas conquistas que obtive em Portugal e estou a planear fazê-lo no Brasil, precisamente na altura em que se cumprirem os dez anos do título no Masters de Lisboa”, começou por explicar o ex-triplo campeão de Roland Garros. “Estamos a trabalhar em algo que envolva um encontro de exibição, pois, para mim, a vitória na final diante do Agassi, e a consequente subida ao primeiro lugar final do ranking ATP, só me traz muitas e boas recordações. Não sei ainda muito bem em que moldes poderá ser montada essa exibição, mas irei enfrentar um jogador em actividade, em S. Paulo ou no Rio de Janeiro”, adiantou.

Confrontado com o facto de a iniciativa ganhar um maior impacto se pudesse contar com a presença de Andre Agassi, Guga sorriu, mas adiantou, desde logo, “não ser fácil convencer” o norte-americano, ainda por cima depois de ter sido batido nessa memorável final. O Correio da Manhã lançou, então, o nome de Marat Safin, o russo que o jogador de Florianópolis destronou da liderança do ranking, in extremis, mercê da vitória no último encontro da Masters Cup 2000. Os olhos de Guga brilharam! “Seria fantástico ter o Safin! Ainda por cima ele também já se retirou do circuito profissional e, recentemente, participou, tal como eu, num torneio do circuito mundial de veteranos, no Rio”.

Outro nome que a maior referência da história do ténis brasileiro gostava de ver associado a essa comemoração é o de João Lagos. O empresário português foi, recorde-se, o promotor da Masters Cup e Guga lançou o repto: “Aproveito o facto de estar a falar com um jornalista português para, em primeiro lugar, enviar um forte abraço ao João Lagos, e, em segundo lugar, dizer-lhe que seria muito importante contar com o seu apoio e a sua presença na iniciativa que pretendo levar a cabo. A minha vitória em Lisboa reforçou a óptima relação entre o Brasil e Portugal. Jamais irei esquecer a oportunidade que tive de me exprimir em português durante a cerimónia de entrega dos prémios”. E por falar em prémios, Kuerten recebeu, nessa data, dois: o de vencedor do Masters e o de campeão mundial. A pergunta tornou-se, por isso, óbvia. Onde estão esses troféus de cristal? “No escritório da minha casa”, respondeu, alargando os pormenores: “Estão guardados num espaço muito especial, onde reúno todo o meu acervo, incluindo roupas e outros objectos que marcaram a minha carreira de tenista profissional. É um escritório que frequento habitualmente para uma qualquer reunião ou para receber repórteres”.

Se bem que tenha igualmente vivido momentos inolvidáveis em Paris, através da conquista de três títulos em Roland Garros (1997, 2000 e 2001), Gustavo Kuerten, actualmente com 33 anos, confessou que a passagem pelo Masters de Lisboa foi o melhor momento da carreira. “Os triunfos em Paris trazem-me à memória emoções muito fortes, mas aquilo que vivi em Lisboa foi o melhor momento de sempre”.

Após disputar o Masters de 2000, Guga teve uma passagem fugaz por Portugal, numa escala para um destino europeu que o próprio não se recorda e numa data que também lhe escapa. “Só me lembro que aproveitei essa escala para sair do aeroporto e fazer uma rápida visita a Lisboa. Mas no final do próximo mês de Maio estarei lá e faço questão de ir visitar o Pavilhão Atlântico, antes de viajar para Paris, onde vou receber um prémio durante o torneio de Roland Garros”.

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