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Correio da Manhã

Desporto
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HEWITT ESTÁ IMPARÁVEL

Ao afastar o espanhol Feliciano Lopez em três ‘sets’ (6-1, 6-4, 6-2), o australiano Lleytton Hewitt voltou a confirmar estar a atravessar um excelente momento de forma, não se vislumbrando, pelo menos até às meias-finais, quem poderá contrariar os seus intentos.
7 de Setembro de 2004 às 00:00
Vencedor deste torneio em 2001, Hewitt deverá ainda passar mais duas rondas, para disputar no próximo sábado as meias-finais, onde terá por adversário – assim tudo o indica –, nada mais nada menos do que Andy Roddick, vencedor deste torneio no ano passado. Esse será o mais importante teste para o jovem ‘aussie’, que aos 23 anos confessa só lhe interessarem os torneios do Grand Slam e a Taça Davis. Ora foi precisamente devido à Taça Davis, onde Hewitt tem dado forte contributo representando a sua selecção tanto em 2002 como em 2003 (vitória da Austrália), que sem terem sido muito más épocas, representaram uma queda do primeiro lugar do ‘ranking’ para 17.º posto.
Hewitt quer voltar de novo ao topo e ganhar este torneio faz parte dos seus objectivos. Fica o aviso à navegação e a Andy Roddick, que terá de fazer mais do que confiar apenas no seu potente serviço.
Espectadora atenta de Serena Williams e da sua qualificação frente a Patty Schnyder (6-4, 6-2), foi a ‘top-model’ Naomi Campbell, que devidamente acompanhada pela mana mais velha, Venus, terá agora a oportunidade de assistir a um quarto-de-final que muito promete, entre Serena e Jennifer Capriati, também ela vencedora da nipónica Sugiyama.
No outro jogo dos ‘quartos’ a russa Dementieva vai defrontar a número dois mundial, Amelie Mauresmo, que na sessão nocturna bateu a transalpina Schiavone por 6-4, 6-2.
UM MILHÃO EM COMES E BEBES
Um torneio desta envergadura com as cerca de 600 mil pessoas que durante duas semanas transformam o complexo de Flushing Meadow num local de romaria, acaba por tirar uma rentabilidade impressionante nos serviços colaterais propostos ao público. A pretexto de virem assistir ao ténis, emboídos pela febre consumista tão americana, diariamente vêm-se filas ininterruptas de espectadores que deixaram a sua cadeira vazia e passam boa parte do tempo a comprar ‘recuerdos’ e a consumir.
Ontem, bateu-se mais um recorde. Só nos restaurantes, cuja oferta é tão variada que vai do simples hamburger à sande de lagosta e caviar, passando pelas especialidades mexicanas ou pizzas para todos os gostos, ultrapassou-se a fasquia do milhão de dólares de facturação num dia.
No top de vendas, por mais curioso que pareça, ou não estivessemos nós no reino da coca-cola, 55 mil latas de cerveja, seguidas de perto por 51 mil garrafas de água. Depois, na lista, surgem 50 mil latas de refrigerante e 20 mil hambúrgers a sete dólares e meio/unidade. No final da quinzena só no que toca a alimentação, os concessionários desta área de negócio deverão facturar uma dúzia de milhões de dólares.
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